sexta-feira, 29 de maio de 2015

Tem rima!

Estava eu na Junta de Conciliação e Julgamento de Santo Amaro da Purificação. Sim, esta mesma, a cidade do clã Veloso, do Lira, e tantos outros, e onde, segundo a história que eles fazem questão de lembrar, o Imperador fez xixi e, logo por aí, se vê a importância que esta cidade teve em períodos idos, pois o Imperador lá esteve efetivamente.
Santo Amaro é uma cidade com um belo passado colonial, muito cheia de engenhos naquele período, fontes históricas indicam a existência de 120 engenhos(1878), sendo um dos mais importantes o Acupe, ratificando assim a sua participação efetiva na economia da Bahia.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vaticinando

Já faz muito tempo, mas pelo pitoresco da história, não consigo esquecer. Passei por muitas cidades do interior enquanto exercia a magistratura, cada uma com o seu folclore, com as suas figuras e personagens. Gente boa, gente ruim, educados, mal-educadas, prepotentes, enfim, consegui, na minha caminhada, ter contato com todo o tipo de pessoa. Certamente, para eles, também, fui prepotente, orgulhosa, pedante, enfim, tudo que se podia dizer de uma pessoa sozinha, que ocoupava um cargo importante, uma autoridade que tinha de se impor e com muitas responsabilidades. Minha aparência, segundo alguns, já era um grande problema, pois sempre usei "jeans" e meu cabelo  era encaracolado, muito pouco recomendável para uma Excelência.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Amores Nefandos" - Confissões e Delações na Primeira Visitação do Santo Oficio da Inquisição na Bahia - 1591

Continuo andando em Salvador com os olhos de ver, olhos que jamais pretendo que deixem de ver, já falei antes,  que os meus olhos agora não só enxergam e olham, eles vêm, sentem, recriam, estão a serviço da memória, do conhecimento, da reconstrução. Quanto tempo perdi sem usar os meus olhos de ver, e com eles é que estou na Cidade Alta ali pelas bandas da Paço Municipal; à minha frente está a Câmara, do lado esquerdo, estando eu de costas para o prédio da Câmara, está o Palácio do governo do outro lado a Rua da Misericórdia que vai dar na Sé, e após no Terreiro de Jesus.  Estou, efetivamente no centro da cidade.  Descendo a rua vou parar um pouco antes da porta de Santa Luzia, (São Bento) que limita a cidade pelo Norte, se sigo pela direita, alcanço o Terreiro de Jesus, Pelourinho e a porta Sul da cidade, a porta de Santa Catarina (Carmo).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O olhar de ver - recriando o tempo e o espaço

Tive que ir ao Banco do Brasil, que fica no Comércio. Deixei o carro no Shopping Bela Vista e peguei o metrô, a ideia era sair na estação da Lapa e descer andando para o comércio, mas, pelo adiantado da hora, resolvi pegar um ônibus para a Praça da Sé, e de lá descer o elevador, e foi o que fiz. Saio do elevador e ando pelo comércio, pois não consigo chamar diferente àquela parte da cidade, mas, ando ali agora com os olhos de ver. Não quero mais olhar somente, quero olhar mesmo com os olhos de ver. Primeiramente ver o inevitável e o inegável, que é a Beleza da cidade

sábado, 9 de maio de 2015

Vendo

Os meus olhos de ver hoje estão imensamente tristes. Estão vendo coisas que eles não gostariam. Não é apenas um olhar, é o ver, que faz com que todos os nossos sentidos fiquem aguçados, e com eles toda a nossa história de vida e da daqueles que a nós estão ligados. Queria apenas olhar, não ver como estou a ver agora. Ver a vida de entes que conviveram conosco por uma boa parte de nossas vidas, indo embora, assim, como se nada fosse Não gosto efetivamente do que vejo, mas nem mesmo o olhar posso desviar, seria talvez uma grande irresponsabilidade de minha parte apenas olhar sem ver.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Uma noite das mil e uma noites

Está em casa, há convidados, não era bem uma festa, mas havia pessoas em sua casa. Um jantar? Não, aquilo não parecia um jantar, apenas uma reunião de amigos com canapés, drinks e uma boa conversa. Todos pareciam felizes.  A conversa se desenrolava sobre muitos assuntos, inclusive o preferido de muitos deles, a critica aos discursos pronunciados no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado). Gostavam de criticar e sorrir das bobagens,

sábado, 28 de março de 2015

Será possível?

O dia não amanheceu nem melhor, nem pior, que os outros. Não posso sair para andar, estou proibida de tomar sol, e, mesmo com o protetor solar, não vou arriscar.
O que faço para compensar este intervalo de uma hora da minha caminhada matinal, que ocorre, sempre, entre 06h15min/06h30min e 07h15min/07h30min? Ler ou escrever: sempre estas opções são as primeiras que aparecem. Tenho de fazer isto para não pensar muito, não rememorar os problemas, eles não se afastam, se impõem de uma maneira tal, que parece que já estão mesmo incrustados no meu ser.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A Privataria Tucana- Amaury Ribeiro Jr

Recomendação de leitura
Livro - A Privataria  Tucana
Amaury Ribeiro Jr
SP ,Geração Editorial, 2011, Coleção História Agora

Parece que este país vive sob o signo da corrupção. É esta a constatação que fazemos com a leitura oportuna da obra de Amaury, porque por ela e, através dela, constatamos, exatamente, que  a corrupção, o ganho fácil, a lesão ao patrimônio público, o financiamento de campanhas eleitorais com  dinheiro sujo, lavados em paraísos fiscais, é uma constante no país

quinta-feira, 19 de março de 2015

Resenha livro BOCA DO INFERNO - Ana Miranda

Resenha   -Boca do Inferno
Ana Miranda
São Paulo -Cia das Letras, 3a.ed,  1989

Acabo de ler o romance histórico de Ana Miranda – Boca do Inferno. A referência ao Boca do Inferno é realmente à Gregório de Matos, o nosso poeta do período colonial, que com os seus versos satirizava a sociedade baiana.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Um presente vivo

Talvez tenha recebido um presente pelo dia da mulher, só podia ser isto., ou quem sabe um coelho da páscoa antecipado.  Todavia, não podia desembrulhar o presente, muito menos usá-lo, gozá-lo então, impossível. Mas, o presente estava ali, todo embrulhadinho, num belo papel em que predominava o azul. O presente era vivo, vivinho, se movia diante de si, procurava lhe envolver, parecia ter braços pernas, um corpo inteiro. Tinha uma boca, e que boca, tudo isto ali, mas ela não podia, ao menos não devia, deixar que o presente se desembrulhasse. Era melhor ficar dentro do pacote. O que seria aquilo? Parecia gente, mas uma pessoa não poderia vim embrulhada, sufocaria de certeza.  Custou a crer que tinha recebido mesmo um presente. Quem se lembrara dela assim no dia da mulher ao ponto de lhe mandar um tão lindo pacote?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

DESENCONTRO MARCADO II

Acordara cedo, mas o frio intenso fez com que ela permanecesse na cama, leu mais umas páginas de Saramago em O Memorial do Convento, entretanto não queria sair de casa tão tarde, tinha um compromisso e, antes dele, teria que ir à Faculdade pegar os quatro exemplares da dissertação e tese para levar ao Arquivo Histórico do Ultramar e à Sociedade de Geografia, o problema é que o Arquivo Histórico só abre uma hora da tarde e ela queria entregar os exemplares exatamente neste horário, porque pretendia estar na Merendinha do Arco às 13h30min, afinal o encontro estava marcado e não seria ela a falhar.
Tomou coragem e as dez estava completamente pronta, decidiu que iria pegar um taxi, assim adiantaria mais as coisas. Chegou à faculdade e, felizmente, os exemplares estavam prontos.  Colocou tudo em uma sacola e dirigiu-se ao metro, preferindo ir até o Campo Grande e lá pegar a linha verde. Olhou o relógio: sim, chegaria a tempo na Sociedade de Geografia e depois, logo ali na Praça da Figueira tomaria o quinze e iria até o Arquivo Histórico e depois voltaria para o Rossio para o encontro marcado.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Poder e posse

O dia está lindo, há sol, o céu azul, o verde das árvores. Sentada na cama observa tudo isto pela janela do quarto “da Gatucha” é assim que a amiga trata este cômodo da casa. É engraçado como personaliza-se algo: seja um espaço, seja uma coisa, seja até mesmo uma pessoa, pois quando personaliza-se também dá-se, ou toma-se posse, seja atribuindo-a a si próprio seja a outrem, por exemplo: o quarto da Gatucha; o quarto é dela, não é de Maria e nem de João, é dela e ela é que tem a posse dele, no caso do quarto em questão, ela tem apenas uma posse temporária, completamente justa, exerce-a de vez em quando, mas tem uma posse.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Uma nova tentativa - Continuação da análise

Já acordou de “calundu”; então insistia naquela história de analista, mesmo tendo a certeza que não daria certo, insistia; devia ser o desejo de participar do mundo dos “ins”. Agora, ao menos, tinha a consciência que seria analisada por uma mulher, pois até mesmo o sobrenome já era sugestivo do sexo. LARANJEIRA. Um laranjeiro, certamente, não daria frutos, seria uma árvore estéril. Bom, o certo é que tinha consulta marcada às 15h00min com a Doutora Laranjeira.
Arrumou-se toda, parecia que ia a uma festa. Por que isto? Perguntou para si mesma, então você vai ao analista, que é uma mulher, e se emperiquita toda desta maneira?

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ENCONTRO NÃO MARCADO

Estava, mais uma vez, em Lisboa e, portanto, não lhe custava nada tentar um contato com o Madeira. Já vinha pensando nisto no avião e, assim que colocara os pés no solo português, ainda dentro do aeroporto da Portela, decidiu que tentaria contatá-lo.
- Será mesmo que ele ainda lembra-se de mim? Tanto tempo se passara desde o último contacto, quando ela decidira que seria mesmo o último. No seu consciente, no seu racional, sabia que era melhor não tentar nada, mas o diabinho interior, com os seus tridentes futucando ali e aqui já decidira por si. Sim, ela ia entrar em contato, só não o fazia naquele momento porque estava sem rede no tele móvel e ansiosa pelas malas que não apareciam na esteira. Já se passara quase quarenta minutos do desembarque ela não via as malas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ainda a visita ao analista

Como foi a visita ao analista? Gostou? Ela bem que já esperava a pergunta, mas, ainda assim, ficou para lá de irritada.  “Que merda, os “ins” acham que esta é mesmo uma solução para os problemas que eles vêem em mim. Acho que não vou responder nada”
-Diga lá mulher, como foi a sessão, vocês gostou?
-Quer que eu fale a verdade?
-Claro
-Uma merda, não sei como vocês conseguem achar que aquilo é bom. Fiquei lá com cara de tacho olhando uma pessoa que nunca vi antes a esperar que eu falasse do que não quero. Não entendo como vocês têm a capacidade de falar de si a um desconhecido frio, distante, até mesmo seco.
-O que você queria? Uma mãe que lhe colocasse no colo e alisasse seus cabelos e perdoasse os seus erros?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pós visita ao analista

Chegou a casa visivelmente mal humorada. Não conseguia entender por que se tinha permitido passar por uma cena daquelas; então pagara quase a metade de um salário mínimo para falar duas palavras com um híbrido e acabar o tempo sem que nada de, minimamente, esclarecedor, ou com alguma possibilidade de sê-lo, acontecesse.
Vinha no carro e, de vez em quando, como para se acreditar que aquilo ocorrera mesmo, se olhava pelo retrovisor e via a sua cara de tacho e de besta com toda aquela situação, perdera uma hora do seu dia, perdera dinheiro, ficara mal humorada, perdera inclusive o horário de chegar a casa, um tempo precioso para corrigir algumas provas, estas sim importantes, porque sua obrigação, que fora atrasada por aquele acontecimento que não se repetiria.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A primeira sessão de análise

Não gosto de falar sobre mim, às vezes, nem comigo mesma, mas foi inevitável. Todos os meus amigos, os mais íntimos claros, e até alguns que pensavam que eram amigos, me mandavam procurar uma ajuda. Eu não entendia bem porque e ficava me perguntando. Será que sou tão difícil assim? Será que tenho tantos problemas que não consigo entender nada? Será que os meus problemas se refletem nas minhas relações com as pessoas até ao ponto de ter que fazer algum tipo de terapia? Não, não achava isto, e também não achava que uma pessoa estranha pudesse me ajudar e o faria apenas ouvindo-me falar.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Resenha - Os Mazombos e o Pai Sumé do Peabiru

RESENHA
Os Mazombos e o Pai Sumé do Peabiru
Autor – Antonio Gusmão
Editora – Qualidade Editorial Ltda, 2013

Segundo FERREIRA DA CUNHA(2006) o escritor do romance histórico tem a preocupação de trabalhar com as fontes e, por isso mesmo, de acordo com este autor, este gênero literário encontra uma grande receptividade seja pelas massas de cultura média, seja por parte das elites acadêmicas. Para ele “ao aventuroso, romanesco, pitoresco ou exótico da sua dimensão lúdica se junta honesto estudo, que não raro se nos desvenda nos alicerces e andaimes”. Partindo desta assertiva  de Ferreira da Cunha, comecei  a ler este livro, achando, em principio que este romance podia ser classificado como tal;  não é, apesar dos inúmeros fatos reais e históricos que nele se contem, a exemplo  dos Bandeirantes, do Caminho de São Tomé, da invasão dos holandeses, e muitos outros acontecimentos que podem ser comprovados “cientificamente” porque história é uma ciência, e o que ela pode comprovar, portanto, é cientifico.

Era assim

O dia começa cedo; as tarefas distribuídas,  limpeza da casa  para as mulheres e os serviços outros, olhem só, o da cozinha para os homens. Era assim: os meninos tinham de ajudar a moer a carne ou qualquer outra coisa na velha máquina de “moer”, que a gente dizia ser de “passar carne”. A máquina era atarrachada em um dos lados da mesa, sendo que sempre que isto ocorria, alguém tinha de ficar sentado do outro lado da mesa, para que com o movimento e a força aplicada de quem estava no moedor, desse o equilibrio necessário para ela não virar.  A máquina era pequenina, mas poderosa, machucou, muitas vezes, os dedos da criançada, que para acelar o processo  enfiavam as mãos para empurrar o que estava sendo moido e o resultado era unha roxa, ponta do dedo machucada, enfim, mas ninguém morreu  por este motivo. Era o nosso processador manual.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O regulamento do trabalho indígena de 1899 e sua aplicação na Guiné no ano 1900-1901

1 – A CONFERÊNCIA DE BERLIM

            Com a Conferência de Berlim 1885 toda a política colonial foi remodelada. O principio dos direitos históricos, baseado na descoberta, na posse da terra e no reconhecimento por parte de outras nações, passa por uma completa reforma. Agora, as colônias precisavam ser efetivamente ocupadas e esta ocupação tinha que produzir resultados, resultados estes que teriam de revelar um desenvolvimento e integração dos nativos.
            Parece-nos evidente que a Conferência de Berlim, fez nascer um direito colonial internacional, surgindo, exatamente desta Conferência, uma medida de caráter internacional para a proibição do tráfico de escravos; todavia a sua origem, a sua força motriz, estava no estabelecimento de regras para o comércio na África. O interesse econômico era o mote, a base da reunião. A delimitação de fronteiras era essencial para as pretensões das potências colonizadoras. A liberdade de comércio era fundamental para os interesses econômicos das grandes nações colonizadoras.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Uma homenagem

Querido amigo,
Amanhã,  dia sete de novembro, será um dia bem importante para mim por diversos motivos: primeiro porque minha neta completa um ano de vida, a quem eu desejo muita felicidade junto a todos que a amam,  segundo porque o dia me faz lembrar de uma pessoa muito importante na minha vida, o meu ex sogro, Sr. Adauto Gomes a quem agradeço por todos os motivos que ele mesmo, onde estiver, sabe. O terceiro motivo, que me perdoem os dois primeiros: você. Você meu querido e inesquecível amigo. O dia será especial para nós dois; para nós dois, para sua esposa e para o seu rival, porque amanhã  estou lançando um livro em sua homenagem e, para homenageá-lo, logicamente,  não poderia esquecer, de maneira nenhuma, de  falar da sua esposa – Lisboa  e do seu, por mim e por ela, adorado rival: o Tejo.
Você sabe quantas vezes  escrevi sobre e de  você; sobre seus costumes, sua cultura, seus recantos e encantos. Quantas vezes falei da sua adorável esposa, e quantas  e quantas vezes me inspirei no Tejo para falar de você.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

MEU AMOR LUSO


Mais um sonho realizado!








Experiências vividas, observações, indicações de e sobre Portugal, Uma coletânea que lhe ajudará a descobrir, conhecer e amar este maravilhoso país que é Portugal e o seu grande companheiro, o Tejo. 
O livro é digital e pode ser  adquirido através do site da Cia do e-book, bem como das livrarias cultura, amazon e outras. 


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Igrejas pelo MUndo

Lençois-Bahia






Igreja em Itaberaba-Ba






Igreja em Itacaré-Bahia
Igreja Nossa Senhora da Soledade-Morro do Chapéu-Bahia

Resenha - Descaminho no Caminho Real

RESENHA   

Livro – Descaminho no Caminho Real – Fé e Sexo no Caminho de Santiago
Autora – Adla Zanit
Editora – Cia do E-book
Tenho lido muitos livros sobre o Caminho de Santiago, uns bons, outros regulares, uns mais reais, outros bem irreais. Os autores sempre falam das suas experiências durante a caminhada e como esta caminhada os ajudaram a encontrar soluções para muitos problemas pessoais, mudanças espirituais, enfim.
Em todos os livros que li, e o fiz porque, quem sabe um dia, se o corpo permitir, realize o sonho de fazer esta Caminhada, certamente não por força da fé, mas por força da curiosidade, porque gostava de entender o que leva as pessoas a realizar esta peregrinação, o que acontece durante ela, e porque eles se sentem tão diferentes quando completam a caminhada, o que mais me intrigava era a acomodação, a dormida nos alberques, Além desta curiosidade, queria conhecer todos os lugares pelos quais passam os peregrinos, uma maneira, acho eu, bem criativa de conhecer o interior da Espanha (uma parte da Navarra e a outra da Galícia.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Saudades de Lisboa

Estou com uma saudade imensa de Lisboa, e não só dela, de Portugal como um todo. O ano vai-se embora e, depois de dez anos, este é o primeiro em que não vou a Portugal, que já está muito diferente desde a última vez que lá estive, em outubro de 2013.
A revitalização do Cais do Sodré, ou melhor, daquela região, deve estar mesmo extraordinária. Vi ontem, entretanto, na SIC Internacional, uma reportagem mostrando exatamente as consequências desta revitalização, e lembrei-me de uma coisa interessantíssima: quando eu estava  em Lisboa e ia, fizesse sol ou chuva, aos Bailes da Ribeira, que não incomodava ninguém, pelo menos ao meu sentir,  estes bailes foram suspensos algumas vezes porque  um Juiz assim determinou atendendo pedidos de moradores.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A depiladora sedutora

Lembrei-me dela; não sei por que hoje, mas o fato é que me lembrei dela, talvez por estar passando creme no corpo, pois ela tinha mania de cremes.
Era baixinha, feinha. Andava bem arrumada bem verdade, mas nada de especial, até porque o físico não ajudava, e, por outro lado, estava sempre com o jaleco branco por força d atividade que exercia.
Era depiladora. Tanto trabalhava, na época, com depilação à cera, como com pelo método eletrólise, que não recomendo a ninguém, miséria que dói. Fica tudo bem lisinho, mas dói e muito, e é um processo demorado.  Exatamente pela demora é que eu estive com ela, naquela minúscula sala de depilação, muitas vezes durante quase um ano.
Fiz a depilação numa área mais de que sensível, a dor era, algumas vezes, insuportável, mas eu agüentava firme, queria me livrar dos aparelhos de barbear que me deixavam bastante empolada.  O salão ficava num shopping Center de uma cidade do interior, e eu sempre marcava a depilação lá pelo final da tarde, por força do trabalho, aliás, minha depilação virou quase um assunto nacional, porque quando eu deixava a sala eu estava vermelha feito um pimentão, zangada, e doída.  O juiz que eu conhecia e que freqüentava o shopping com a família, mulher e filhos e era uma pessoa que eu bem gostava, já ficava me esperando, numa das mesas da praça de alimentação, porque assim que eu acabava a miserável da sessão de tortura eu ia tomar uma, para ver se a dor aliviava e a mulher dele e os filhos me perguntavam: Qual foi a banda hoje? Sim porque eu dividi a minha “virilha” em várias bandas, banda A, Banda B, banda C, esta última  é mesmo na zona  onde vocês estão a imaginar.
Vestir a calcinha depois desta “audiência” era mais uma etapa do processo de tortura. A pele ficava irritada, vermelha, cheia de "hipoglos". Vejam bem, como eu ficava cheirosa depois que cumpria a pena imposta pelo Santo Oficio, pois eu só fazia isto porque era quase que obrigada a estar sem pêlos pubianos, para agradar ao gosto do parceiro. Lógico que penso ser mais interessante, mais higiênico até, embora esteja cientificamente comprovado que tais pêlos, se estão ali colocados, tem a sua função, que é a própria proteção, mas os menos informados acham que é falta de higiene. Evidente que não deixaria que alguém fizesse tranças em tais pêlos, mas podia apenas rebaixá-los, mas arrancá-los pela raiz como estava fazendo era, efetivamente, uma autoflagelação.
Bom, mas a introdução foi para familiarizar vocês com a minha depiladora e para que vocês possam entender a estória como ela deve ser entendida.
Nestas sessões que duravam, aproximadamente, uma hora e meia falávamos de tudo; ela fazia tudo para me descontrair, para que a dor fosse aliviada, e  me contava muitas coisas suas e de pessoas que nunca vi nada vida, e que, com certeza, jamais conheceria, mas eram estórias engraçadas e eu ficava ali tentando me esquecer da dor.
Um dia ela me chega e me diz que tinha encontrado um namorado estrangeiro, ou melhor, tinha conhecido um gringo no Pelourinho, naquelas terças da benção, e que eles tinham marcado para se encontrar no sábado. Ela morava em um apartamento na Barroquinha, bem no centro da cidade, ainda se podia morar ali sem problemas há uns 20 a 23 anos atrás e me disse que ia dar um jeito de levar o diabo do homem para a casa dela depois da farra. A moça gostava, e bem, de sexo, ao menos era o que demonstrava ao falar no assunto. Quando ela falava sobre isto chegava a mudar a voz, a sua respiração ficava ofegante, eu até ficava com medo dela errar a mão e meter aquela droga daquela agulha fina que dá choque em lugar diferente das bandas já delimitadas.
O fato é que ela falava do gringo e do que faria com ele, se ele fosse dormir com ela, o que realmente aconteceu. É lógico que não me contou tudo, mas me deu uma aula de sedução e alguns poucos detalhes.
Na terça feira seguinte ao sábado em que ela ia tentar levar o “gringo” à sua casa, ela me contou o que tinha feito:
“Fui encontrar com ele lá pelas cinco da tarde. Fui para o Pelourinho, porque ele não conhece muito a cidade, embora preferisse que ele fosse logo lá a casa, mas não deu para explicar direito onde era. Fiquei no Pelourinho com ele até umas onze da noite. Aí ele queria ir para o hotel, mas eu disse a ele que queria que ele me levasse em casa, depois ele pegava um táxi e ele iria para o hotel(isto tudo meio na mímica, eu não sabia falar inglês e nem ele português).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Como será o dia de uma camareira de hotel?

Deitada na rede na varanda do bangalô do hotel onde estava hospedada olhava as camareiras no vaivém diário, na lida cotidiana da limpeza dos quartos do hotel. De roupas de listrinhas, um avental por sobre o vestido, que nada tinha de bonito, um saco amarrado pela cintura, à touca da mesma cor da roupa, tênis e meia, elas empurravam os seus carros por entre as alamedas construídas para isto, e para as passagens dos hóspedes para os seus respectivos aposentos.
O hotel é lindo, não tão moderno, porque fundado pelos idos de 70, por um visionário, que reconhecendo a beleza natural daquela terra, construiu o seu sonho, e deu a oportunidade de que várias pessoas realizassem os seus, inclusive os nativos da própria cidade que, naquele empreendimento, viram nascer à esperança de dias melhores, numa região, que até então era muito pouco conhecida por todos, não que não tivesse história e potencial para sê-lo, mas a falta de recurso para a exploração do seu potencial turístico deixava a desejar.
O fato é que ela estava, mais uma vez, ali, fora antes, lá pelos idos de 80, mas ficou hospedada na casa de uma amiga, em Palmeiras, um Município próximo, foi quando conheceu todas as grutas, as cachoeiras que teve oportunidade, o Capão. Tudo evoluiu, e muito, as pessoas que passaram a freqüentar a região mudaram, o perfil dos visitantes mudou de místicos e “cultuadores de vida livre”, aí incluindo as drogas, passou a receber um outro tipo de público, um turismo ecológico,com mais um pouco de luxo, se é que assim se pode dizer.
Bom mas não é disso que quer falar.  Na sua rede ela olhava as camareiras e começou a imaginar o que aquelas mulheres, no exercício das suas atividades, presenciavam. De imediato lembrou-se do caso bombástico com o diretor do FMI. O Frances que, segundo a camareira, agarrou-a a força dentro do seu apartamento em um hotel em Nova York.  Será que foi mesmo verdade, pensa ela?  Então um homem com aquele status, com um nome a zelar, um representante de uns pais, um possível candidato a primeiro ministro, ia dar uma bobeira desta? Não, não podia crer.
Todavia o fato é que o miserável foi preso, com toda aquela parafernália que os americanos gostam, muito principalmente quando o fato pode ser uma mina de lucros para a imprensa, um escândalo sem proporções, um enlamear a vida de alguém.  Bem verdade que eles também fazem miséria com os seus, lembrem-se de Kennedy com a Marylin Monroe, do Clinton com a mulher do charuto, do Nixon com o Watergate e tantos outros episódios, mas não me lembro de ter visto, em nenhum destes casos, ninguém saindo algemado do hotel, ou de suas residências, aliás, nem me lembro de eles terem sido punidos, a não ser pela opinião pública, assim mesmo, nos dois primeiros casos, com uma ponta, até mesmo, de orgulho, afinal eram governados por homens que gostavam de mulheres, machos que podiam conquistar mais jovens, enfim.  Há que se dizer que, embora a traição fosse pública e notória, as duas mulheres destes dois presidentes americanos optaram por ficarem ao lado deles, heróicas mulheres, ou não queriam perder o status de primeiras damas?
O certo é que o homem foi preso, foi parar numa prisão com direito a holofotes, imprensa internacional, manchetes nos jornais.  A latina, de simples camareira virou noticia de jornal e queria uma indenização milionária, especulações demonstraram que ela era useira e vezeira nisto, além de ligada às drogas.  Mulher feia que nem justificava a tara do ilustre hóspede, que só poderia estar sob o efeito ou de “drogas” ou de muito álcool, a ponto de, com a visão turva, tentar pegar aquele e anti-tesão que era a camareira, que já devia agradecer a Deus ser comida por alguém.
O fato é que, provado ou não, o cara entrou pelo cano a baixo, é como se ele tivesse cagado ele mesmo e dado uma descarga e viesse rolando pela canalização abaixo até chegar ao esgoto geral. Perdeu o cargo, a moral, a dignidade, mas pasmem! A mulher dele continuou ao seu lado, pagou uma fortuna pela liberdade do seu “amado”. Será?
Eu, pessoalmente, penso que não aconteceu nada, mas vá lá saber das taras dos outros.
Lembrando deste fato ela deixou a imaginação fluir e pensava: como estas moças encaram entrar num quarto e encontrar um homem nú, um casal fazendo amor, um casal brigando, um homem enrabando outro, uma mulher tendo relação sexual com outra? O que elas fazem? Como reagiriam?
Vocês podem dizer: Elas são treinadas para isto, a reação seria normal, pediriam desculpas e sairiam dos apartamentos. Ha ha ha! Duvido, não tem treinamento certo para isto.  Primeiro o susto pela própria situação. Se não há qualquer aviso nos quartos de “Not disturb”, o que, aliás, se os hóspedes não souberem falar inglês, nunca vão saber que “Not disturb” é não perturbe, as camareiras podem entrar no quarto.
E se um hóspede se encantar com alguma camareira, tem algumas que são bonitas sim. O que acontece? Será que se a camareira se encantar ela vai dar um jeito de encontrar com o cara ou a cara fora do hotel? Ou será dentro do hotel mesmo?  Será que se a diretoria do hotel descobrir ela vai ser despedida?  

As interrogações são muitas, Que tal escrever um romance sobre isto?. Que acham vocês?

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Um agradecimento

Ela o conheceu num período para lá de triste e amargurado.  Fora forçada a deixar sua casa, seu canto, sua família, seu país. Não agüentaria ficar na sua cidade depois de tudo que lhe aconteceu. Efetivamente não foi a primeira, e nem seria a última, a sofrer uma grande desilusão, que abalou todos os seus alicerces. Seguiu magoada, triste, se agarrou a uma única, para ela, chance, de esquecer, de perdoar, de perdoar-se por tantos equívocos, tantas mentiras.  Queria se perdoar por ser tão imbecil, ela que adorava dizer que os outros é que o eram, entretanto ela sentiu na pele o que é ser imbecil, o que é acreditar num outro tão próximo, o que é deixar-se enganar com tudo acontecendo na sua cara, à sua frente.  Como bem diz o ditado: “corno é o último a saber”.
Sim, precisava ficar longe. Não se preocupou com todos lhe dizendo que devia ficar e enfrentar tudo de frente. É engraçado como as pessoas acham que podem resolver a vida do outro, parecem que  conhecem você  mais de que você mesmo, mas ela tinha, no momento, uma única certeza: devia se afastar, se ficasse ela não suportaria, a sua dor ia multiplicar-se. E lá se foi com as suas dores .
Bendita viagem, bendita cidade, bendito rio,bendito país, bendita faculdade de letras e bendita biblioteca da faculdade de direito, mais bendita ainda, a Sociedade de Geografia, o Arquivo Histórico do Ultramar, a Biblioteca Nacional, com eles dividiu dias e noites, uma solidão partilhada com estantes, livros, documentos e  muitos loucos, que iguais a ela, não pelo mesmo motivo, fizeram a opção do conhecimento.
É solitário, é sim, mas há dias de folgas desta solidão, há momentos de solidão partilhadas em outras plagas, ela partilhou muitos com o rio, o rio que a viu chorar tantas e tantas vezes, mas que lhe consolava de uma maneira incrível, lhe apaziguava a alma, e foi ali, diante dele, que ela viu nascer, pela primeira vez, depois de tantos anos, a esperança de esquecer o seu passado, como se isto fosse possível, de encontrar um novo motivo para ser feliz.
Ela, até então, não concebia felicidade sozinha, ela gostava de ter alguém ao seu lado, para partilhar, para criar metas, para alcançar objetivos, para criar os filhos e ver as suas vitórias, tudo aliado ao seu trabalho e à sua vontade de conhecer, de saber, todavia tudo isto lhe foi tirado, em questão de cinco minutos sua vida se transformou inteira, chegou mesmo a perder o respeito por si própria. Não fora capaz, sequer, de lutar, ficara sem forças, despedaçada, mas o rio lhe trouxe um alento. Um alento moreno, bigodudo, bonito, galanteador.
A partir daí sua vida realmente transformou-se, não que fosse uma meta encontrar alguém ou estar com alguém, mas estar com aquela pessoa era bom demais. Começou a despertar outra vez; como disse uma vez um seu amigo, ela começou a, novamente, “ficar viçosa”.  Adorava se arrumar para ouvir a pessoa lhe dizer que ela estava linda; gostava de andar de mãos dadas no calçadão a beira do rio, gostava de ver o orgulho do bigodudo ao andar com ela pela rua, a apresentá-la aos amigos como “minha namorada”, gostava de sentir o olhar voraz daquele homem quando ela estava chegando aos locais dos encontros marcados. Ah como era bom a expectativa do encontro; virou uma adolescente, tinha dúvidas iguais aos 15 anos, quando saia para encontrar algum novo namorado, na incerteza se ele estaria ou não no local.  Adorava ouvir dos amigos dele: “Fulano teve muita sorte”.
Sim, gostava de comer peixe em lugares recônditos, que somente eles, os da terra, conheciam; nada de lugares turísticos, nada de luxo, apenas lugares maravilhosos, de gente simples e de comida mais de que caseira. Ele lhe ensinou mesmo a comer peixe grelhado, cozido a portuguesa, carne de porco alentejana, açorda, mão de vaca, bacalhau a lagareiro com batatas ao murro, chanfrana,  frango no churrasco e tantas outras coisas.
A cada encontro uma novidade,um novo restaurante de bairro, a exemplo do Panças, um novo espaço para dançar; sim dançar, ela adorava e achara o parceiro ideal para isto, ele não só gostava de dançar como de vê-la dançar. Ficava extasiado quando tocava “La Luna e El Toro” e ela dançava sua dança “espanhola”, que nunca aprendeu, mas enganava bem; a dança espanhola, nela, era atávica. Aprendeu kizomba, alguns poucos passitos, mas não envergonhava ninguém e dançava com ele muito e eram felizes. Quando chegavam em algum baile  as pessoas diziam: Pronto chegou o casal mais bonito da festa”.
Sim, assim ela viveu durante dois anos.  Teve algumas rusgas, sim teve, ele era ciumento, mas até isto ela gostava; se desacostumara de ser querida, gostada, desejada, e aquela demonstração de ciúme lhe deixava tremendamente orgulhosa. Era uma mulher desejada, querida, gostada. Aquele homem fazia questão de estar com ela e se dar para ela. Era uma conjugação perfeita dos verbos do amor, que sempre eram conjugados no presente e na primeira pessoa do plural, nós queremos, nós gostamos, nós vivemos, nós amamos.
Todavia, ela não podia estar todo o tempo fora do seu país, e numa destas idas para lá, numa época de São João, aconteceu o que para ela era quase impossível: ele se foi, sem aviso, sem choro e nem vela, foi-se: foi-se da mesma maneira que apareceu, nenhum rastro deixou, sequer lhe deu a chance de dizer o quanto ele foi importante na sua vida, o quanto ele modificou o seu querer, a sua forma de pensar, os seus sonhos. Diz-lhe agora, após sete anos da sua partida.
Obrigada Sr. bigodudo, por tudo.  Saiba que você foi mesmo muito, mas muito importante mesmo na vida desta mulher. Ela vai seguir lembrando de você com carinho, e, todas as vezes que ouvir um fado, vai lembrar do moreno da boca pequena, do bigode preto, e dos olhos mais negros e penetrantes que já viu.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Poemas do meu filho - Fabio Martinez Barbosa

DISSABORES
Sofri pelas dores dos ex amores
Por não ouvir conselhos tenores
Por agir por impulsos saltadores
Por não tentar por excesso de rubores
Por não atender os, as vezes, irremediáveis caminhos tentadores                  
Sofri, mas, o tempo curou!
Curou porque   extraordinário e sabidamente sábio ´tempo
Não por acaso rima com lento
Com tento, talento.
Faz um segundo parecer uma vida, faz a vida passar num só momento
Faz a dor do amor parecer mais que ferida
Faz novo amor  ser infinito, claro e bento.
É o tempo!
Borracha das dores
Pintor da vida em cores
Palestrante das verdades com, ou sem, dissabores!

ESPERANÇA

Queria, permanentemente, voar no céu do meu pensar
Flutuar nas nuvens do meu doce delirar
Sem jamais ter que parar para observar
As tristezas da realidade que teimam  em me rodear

Queria só mãe, mar, sol, praia e luar
Só parar pra pensar quando o cd de Bob  acabar
E fazer amor sem me preocupar
Com as consequências de dar amor, para quem só sabe tirar

Queria não me preocupar com aquela conta para pagar
Ter dinheiro, não para ser rico, mas, apenas pra não me estressar
Viver com humilde conforto para não afrontar
Pois o certo mesmo é dividir para somar

O que penso não sei se  é sonho
Prefiro dizer que é meta
Sonho pode ser apenas aquele filme noturno
Meta pode ter conquistada

Portanto, eu não queria; eu quero, faço e espero tudo um dia acontecer