segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O que dizer?

O dia vai terminando! Estou aqui na minha varanda; acabei de ouvir uma faixa do CD de Seu Jorge onde ele fala de uma moça, suponho, que vai ao salão, vai às compras, ginástica, etc. para concluir que ela é uma burguesinha.
Acho engraçado: todos nós lutamos muito para conseguir melhorar a vida, e aí vamos incluir a nossa cultura, o nosso modus vivendi e tantas outras coisas, como por exemplo, cuidar da estética, seja porque se é feio mesmo, seja porque se é vaidoso, seja porque se quer melhorar algum detalhe do corpo, do rosto, enfim, todas as pessoas têm sonhos e alguns dependem de dinheiro para que se materializem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Qualquer coincidência não será apenas uma semelhança

Zafira acordara tensa, não sabia bem o motivo, mas  estava ansiosa. Não tinha passado bem a noite, não que estivesse sentindo alguma coisa, mas  sonhara muito, sonhos estranhos envolvendo muita gente de um passado, que se não queria esquecer, também não queria lembrar. Sonhou com o ex sogro e, em consequência, com a velha casa da Fazenda Jaboatão, onde fora recebida, ou melhor, onde teve a sua presença imposta por motivos  imperiosos.
O que estaria acontecendo?  Perguntava-se ao levantar da cama.  Ao seu lado a presença de sempre, que apesar da ausência  do ser, se fazia presente no estar.
Levantou-se e foi vestir a roupa da caminhada: se deu conta de que sempre vestia a mesma roupa, deu risada  e imaginou o pensamento daqueles que sempre a cumprimentavam pela manhã  nas suas andanças pela orla. “Será que esta mulher só tem esta roupa?”  Sorriu, era assim  mesmo, agora ela também se perguntava: `Porra você só tem esta roupa? Era capaz de lavar a blusa e usar exatamente a mesma no outro dia.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A caminhonete 403 - Cascais - Sintra

O numero é 403. Não esqueçam este número de maneira alguma.
Estava eu em casa da minha amiga Vera e queria saber como, de Cascais chegaria a  Sintra e vice-versa, tudo isto porque algumas pessoas iriam chegar do Brasil e eu tinha que, no domingo, levá-los à Sintra e depois retornar à Oeiras onde almoçaríamos na casa da minha amiga.
Já fui por diversas vezes à Sintra, de ônibus, de comboio, de carro, mas sempre sai de Lisboa, ou de Carnaxide, mas agora a Vera mora em Oeiras e eu não queria sair de Oeiras para ir pegar trem em Lisboa para ir à Sintra. Comecei a pensar como é que Cascais, tão pertinho de Sintra, não tinha algum transporte público ligando os dois sítios. Fui pesquisar na internet e encontrei duas opções, ambas saindo do terminal rodoviário de Cascais, as camionetes de números 403 e 417.
A principio pensei: vou pegar qualquer delas, se a finalidade é chegar em Sintra e retornar para Cascais, qualquer uma das duas serve.
Não, não é assim.
Primeiro tive que procurar  a paragem, dentro da próprio terminal, da  caminhonete de no 3. A indicação não é visível. Olhe que até perguntei a algumas pessoas, que também não souberam informar, mas, finalmente, um motorista me disse. Por incrível que pareça é a primeira paragem da pista que fica no interior da estação, no sentido dos ônibus que estão chegando. A de nº 417 é a primeira ou segunda  do lado externo  do terminal no sentindo contrário. Bom, o certo é que esperei um pouco e a caminhonete chegou, ela sai de quarenta em quarenta minutos, tanto de um terminal quanto de outro – Cascais ou Sintra.
Confesso que peguei o ônibus sem grandes pretensões, mas,  que grande  surpresa: primeiro ele percorre vários  bairros de Cascais. Conheço a vila, entretanto  fico sempre por ali por perto da estação de comboios, já fiz alguns incursões, mas nada que me afastasse tanto da estação que não pudesse voltar andando. Aliás, tenho um passeio predileto que recomendo a todos que um dia visitem Cascais: vão até o Jardim que fica na parte alta, é só você  subir aquela ladeira maravilhosa,  de   onde, a cada passo, você vai  descobrindo a baía de Cascais,  não há como errar, a subida margeia o mar e você chega ao forte, dali é só você passar em frente a ele, atravessar a rua,  dobrar para a esquerda e você vai encontrar a grade do jardim acompanhe a grade até a entrada principal e aí entre, atravesse este jardim todo se tiver folego,  que você perderá quando alcançar o  outro lado  e encontrar o castelo e à frente deste,  o farol e o lugar, talvez o mais bonito recanto de Cascais.  Ali, por favor, não se esqueça  de entrar no restaurante do lado esquerdo, você vai ver as escadinhas, é imperdível.  Bom, todavia eu não estou falando de Cascais, e sim  do caminho para Sintra.
É mesmo uma grande  e prazerosa  viagem. Você vai passar pela Guia, Alcabideche, Belora, Rana sei lá mas o que e vai se afastando do centro, e aí meu amigo, é como uma mágica: de repente você começa a ver, deslumbrar o mar à sua esquerda se você estiver indo em direção à Sintra. Aí você se distrai olhando o mar, lá embaixo, porque estamos em uma serra, e, de repente, quando  este desaparece entre  as casas, você retorna a estrada e pense: agora estamos em estradinhas tão estreitas que se dois ônibus  tiverem de passar em direções opostas, um tem que parar, se encostar bem de um dos lados da estrada para que o outro possa passar.  Casinhas  pequenas ladeiam a estradinha. Plantações de couve, alface,  folhas verdes em geral aparecem aqui e ali nos terrenos mínimos mas bem aproveitados.  Uma laranjeira com frutas amarelinhas, um limão siciliano, uma limas(limões tipo Haiti no brasil). Flores, muitas flores,  um colorido imenso. A vilazinha acaba e o mar imponente, agora bem distante, se impõe. E a caminhonete segue, mar e mar, penhascos se descortinam e ele lá, o Atlântico poderoso e azul se mostra. Choro, fico a imaginar o motivo de  não ter descoberto esta caminhonete antes. Se assim tivesse acontecido, pelo menos uma vez a cada mês, chovendo ou não, faria esta viagem de Cascais a Sintra.
O ônibus sai da estradinha e entra em mais uma vilazinha, as pequenas casinhas brancas contrastam com o azul da imensidão do mar ao fundo. É uma paisagem de tirar o folego. |A estrada estreita ainda mais, a impressão que temos é que o ônibus vai bater em algum muro, alguma parede de pedra, vai entrar casa a dentro, mas ele segue tranquilamente, tirando fino aqui e ali.
Vislumbro um forte lá ao fundo, bem no alto. Sei que já estive aqui, mas a sensação não é a mesma. O motorista anuncia, Cabo da Roca,  após ele só o mar imenso, nada mais. O ponto mais ocidental  da Europa, dali fica-se mais perto do Brasil. Dou risada.  O mais perto que ainda é tão longe.
Neste momento lembro-me de Alberto, espero que ele esteja bem. O Cabo da Roca fica em Colares, que pertence à Sintra, aliás, onde também fica a Azenhas do Mar, a praia da maça, e muitos outros lugares dignos de serem visitados. O ônibus faz a volta e a viagem continua, o mar agora está atrás  de mim, mas ele voltará a ficar ao meu lado.
Começo a ver, do meu lado direito, o Castelo de Sintra lá no alto, o ônibus faz zig zag na estrada, as curvas são inúmeras, e o castelo se desloca para meu lado esquerdo, é interessante esta sensação, mais algumas vilazinhas vão passando,  o mundo, em alguns pedaços da estrada, parece ter parado.  
Sintra se aproxima, ao lado da estrada uma linha férrea,  que passa por passeios, ruas, etc. acho interessante e lembro-me que há um trenzinho que circula no verão, que leva às praias, penso que este será o caminho que percorre.
Chego à Sintra, o ônibus  atravessa um bom pedaço da cidade e para na estação de comboios, é o terminal do 403, onde também peguei de volta o 417, que faz um caminho bem diferente, mais rápido inclusive, mas sem a beleza do 403.

Quando for em Portugal e  quiser passear em Cascais e Sintra, não esqueça. 403. Delicie-se, prepare o seu coração.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Fabricando, artificialmente, uma identidade

Em 1875 através do Decreto datado de 29 de abril  declara-se, em Portugal,  a extinção da condição servil  e, em consequência livres, um ano após a publicação dessa lei, nas províncias ultramarinas portuguesas,[1] todos aqueles que detinham esta condição, que fora  estabelecida  pela lei de 25 de Fevereiro de 1869, a qual aboliu a escravidão em Portugal. No entanto, os indivíduos alcançados pela lei não adquiriam, de logo, a condição de livres, uma vez que, esta mesma lei, declarava a obrigação dos libertos de trabalharem para os seus patrões até o ano de 1878.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

E que Deus nos ajude!

Atônita ouço a noticia de que o Guido Mantega, o Ministro da Fazenda de Lula e Dilma foi preso na 34ª fase da operação Lava Jato!  Estarrecida tomo conhecimento dos motivos da prisão temporária decretada.
Segundo o noticiário,  o dito Ministro, enquanto tal, era o mediador entre o partido e os empresários que prestavam algum tipo de serviço ao governo, no sentido de angariar fundos para  o pagamento das campanhas e das dívidas de campanhas do PT e o fazia, exatamente, na condição de Ministro, usando o poder que tinha como tal, constrangendo os empresários a fim de que estes fizessem as doações, para que tivessem liberadas as suas faturas.

sábado, 17 de setembro de 2016

DELICIOSA E SUCULENTA

É manhã, ainda por volta das 06h15min-06h20min, vou andando pela orla, não tanto para fazer exercício, muito mais pela confusão mental que tantos e tantos problemas, com soluções cada vez mais distantes, causam.
Venho absorta, penso nas soluções, chego a visualiza-las, mas elas não dependem de mim, dependem de terceiros, quanto pior, do Governo (Executivo e Legislativo e ainda o Judiciário).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um passeio noturno pelo centro de Lisboa

Lisboa está deserta, Praça do Comércio, Rua Augusta, Rossio, Restauradores, Avenida da Liberdade. Era madrugada. Gatos pingados procuravam suas portas para adentrarem as suas casas, mas eu estava ali, andando sozinha pelas calçadas molhadas e vendo as fachadas iluminadas dos velhos prédios. Ah como era boa esta sensação! Lisboa era só minha, as portas fechadas me davam a segurança de que estava só, que àquela hora dificilmente alguém sairia delas para me amedrontarem ou respirar o ar que, naquele momento, eu me apossara, era todo meu.
Não sentia outro cheiro que não a da rua molhada, das pedras brilhantes encharcadas da chuva. Tudo sombrio, mas se consegue, senão todos, eu vejo, ver beleza nestas noites frias, molhadas e com uma iluminação meio opaca, mas que embelezavam, mais ainda, as grandes fachadas.
A estação do Rossio, já com as suas portas fechadas mostrava todo o seu esplendor, como é linda! Tudo meu agora, tinha um sentimento de posse, naquele momento eu era a dona de tudo, não tinha de dividir nada com ninguém.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Simples assim

Do outro lado da linha: Mera, você já sabe que Diorgénes se separou de Marineide.
- Não, e qual o problema?
-Pôxa  Mera! Aquela mulher era um anjo para aquele homem.
- Sim, mas eram casados, apenas isto, e podiam se separar a qualquer momento.
- Porra Mera! Que frieza, parece que  você não tem sentimento ou que não gosta da Marineide.
- Nada disto, eu até gosto bem dos dois, mas para que esta comoção a partir de uma coisa tão normal.
-Ela tá lenhada, diz que não sabe o que houve.
-Sabe sim, ela viveu por vinte e oito anos com ele e sabe bem, perfeitamente o que aconteceu.
- Mera, como você pode ser assim!
-Rapaz, é simplesmente você ter o pé no chão, observar, entender, perceber. Parece que vocês vivem num mundo a parte, onde uma coisa  normal desta, que é a separação de um casal, parece ser um bicho de sete cabeças

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Feliz Aniversário Mãe

Cachoeira - Bahia  onde ela nasceu
-“Mera você vai fazer meu aniversário?
-Não sei mãe, vamos ver?
-Mas este vai ser o último.
-Porra minha mãe, todo ano esta história de último, e eu acredito e no ano seguinte, oi de novo a mesma estória.”
Era assim durante muitos anos, o mês de junho começava e lá vinha a ladainha. O aniversário, festa, muita bebida, muita comida, muita música, tudo porque aquele era o último.
Sabe que eu até, de um determinado tempo em diante, fazia o aniversário mesmo porque achava que era o último e nesta brincadeira, passei uns doze ou mais anos fazendo aniversário de minha mãe.
Sempre uma feijoada, uma feijoada imensa. Ela já não podendo ajudar em nada, de sua cadeira de roda observava tudo e esperava a hora dos amigos chegarem, esses que sempre lhe foram fiéis.
A casa enchia, havia música mesmo. As últimas festas foram em Arembepe, mas a casa ficava cheia do mesmo jeito.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Corregedor "ficha suja" - Brasil Colônia

Manoel falava-me de muitas coisas, umas eu gostava, outras, nem por isso. Pois eu não tinha qualquer interesse nelas, ouvia a lutar com o sono, a tentar ficar com os olhos abertos, pois não queria de nenhuma maneira, aborrecê-lo ou deixar que ele pensasse que eu estava a fazer pouco caso da sua cultura.
Pois de que me valia saber que, no ano de 1549, quando o primeiro governador geral do Brasil cá chegou, trouxe, entre os homens que o acompanharam, um senhor de nome Pero Borges, que viria a ocupar o cargo de Ouvidor Geral.
Ouvidor Geral!  O que seria isto? O que este homem faria?

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Entre idas e vindas; o processo continua

Venho acompanhando, desde a Câmara, o processo de instauração do impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Já tive ocasião de falar sobre o a vergonha do que vem acontecendo em todas as fases, quanto pior, quando se trata da defesa da Senhora Presidente da República, que como já disse, não é o Estado, mas, mesmo assim, vem sendo defendida pela Advocacia Geral da União, o que, mais uma vez depõe contra ela própria, por estar, mais uma vez utilizando a máquina estatal para defesa de interesse pessoal, como é o caso.
E muito duro ver as tentativas da defesa de afastar a conduta ilegal da Senhora Presidente, que não se concentram em analisar a adequação, ou não, da conduta da Senhora Presidente com a hipótese prevista na lei, seja genericamente ou não. Estamos diante de um ilícito administrativo-fiscal, de crimes orçamentários, mas o que a defesa sempre tenta fazer é afastar os fatos tipificadores, associar a recepção da denúncia a uma querela pessoal existente entre o Sr. Eduardo Cunha e a Presidente, que por vingança fez prosseguir o processo, e isto configuraria um golpe da oposição contra o governo instalado através do voto. É verdadeiramente uma sequência de impropérios, inverdades, ofensas, até mesmo demagogia.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sonhem muito; os sonhos se realizam

Sempre tive um sonho: queria morar em frente ao mar, em uma casa  cheia de  vidros, em que eu pudesse, de todos os espaços dela, ver o mar, ver árvores, plantas, ver a chuva caindo, enfim, ver o tempo e tudo o que  a natureza pode nos proporcionar através da transparência do vidro.
Não consegui, até o momento, realizar o sonho de ter uma casa  frente ao mar, ou em que eu possa vê-lo, entretanto, oitenta por cento  do meu sonho  foi realizado por outrem. 
Estou vivendo em uma casa, que a tenho como minha, embora não o seja materialmente, mas no campo afetivo e espiritual e emocional o é. É um momento de felicidade, sem dúvida alguma. Tenho por merecimento acho eu, pois quando um seu sonho é realizado por outrem, mas você participando dele e para ele, é realmente fantástico.
Pois bem, por força do sonho, como já disse, queria ver a chuva cair e purificar tudo ao seu redor, lavando até mesmo o espírito, vez  que é bem assim que sinto quando,  corajosamente, volto ao tempo de criança e vou para a chuva, deixando que a água de Deus  limpe  pensamentos e o corpo.

Hoje, sentada  vendo a baboseira  da Comissão  Especial do Senado para a análise da denúncia do impeachment, começou a chover e eu fui fechar  as portas da casa. Extraordinário! De todos os cômodos da casa posso ver a água caindo lá fora. Da sala, do meu quarto e da minha própria cama, dos quartos outros da casa, do escritório e da cozinha. Sensacional!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pela Pátria Amada

Não há como ficar neutro, principalmente aqueles que, como eu, tem o mínimo de conhecimento do direito e com algum bom senso, mesmo correndo o risco das criticas negativas.
Fui estudante na Universidade Federal da Bahia, ´´a época de grandes nomes   da nata jurídica do país. Evidentemente  a Escola de Direito da UFBA, como a grande maioria  de todas do país, seguia  a corrente  positivista.. Ali aprendemos que o primado da lei, do direito positivado por ela, era palavra de ordem não se admitindo o afastamento da letra da lei e, consequentemente, do principio da legalidade.
Formei continuando, por muito tempo, com o positivismo  guiando, em tudo, a minha vida profissional..
Logicamente, como fonte de direito, também fiz uso da doutrina, da jurisprudência, atenta  ainda aos costumes, estes últimos capazes de influir positivamente, ou negativamente,  na interpretação da própria lei.
Todavia, o costume, por mais enraizado que ele esteja  em nós, na sociedade,  ~jamais ultrapassará a lei, ele pode ajudar na sua aplicação, na sua própria interpretação, pode até ser aplicado em lugar dela, quando  não exista  uma norma  que regularize uma determinado conduta, mas em ela existindo, nunca, será maior que ela, aliás, dentro do código civil está a graduação para a aplicação  do direito. Primeiro a lei, depois todo o resto.

domingo, 10 de abril de 2016

A Pestanejada do Pestana

Iaiá já estava casada há muito tempo; os filhos todos criados, uns casados, outros ainda não casados, mas homens feitos, enfim, tinha cumprido a sua obrigação para com eles.  Agora, dizia para si, é hora de curtir mais a vida com o meu Pestana, com quem estava casada há anos.
Conhecera o Pestana há muito, ainda era enfermeira. Era uma mulata bonita de fazer inveja a qualquer mulher e deixar homens boquiabertos. Sempre se arrumara bem, e não era a farda branca de enfermeira que lhe tirava a elegância, o charme, a graça, ao contrário: isto anunciava a sua beleza, pois a sua silhueta, por baixo do jaleco branco, atiçava o desejo dos homens, e por que não dizer: das mulheres também, que invejavam aquela colossal mulher desejada por todos.
Todavia o Pestana fora o vencedor daquela pescaria, e fisgou a Iaiá, com quem se casou e construíram uma bela família.
O tempo foi passando, e ambos, Pestana e Iaiá, envelhecendo; ela, entretanto, continuava uma bela mulher, mas Pestana começou a pestanejar, e Iaiá começou a perceber o desinteresse do marido, que cumpria com suas obrigações, mas não havia maior calor ou amor no relacionamento, embora continuassem juntos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O que espero do dia 13-03-2016

Estava assistindo  aos comentários sobre a repercussão das manifestações de ontem, dia 13 de março e, decididamente, fiquei com uma vergonha enorme.
O governo e o partido dos trabalhadores subestimando  esta concentração, esta força, esta energia dos cidadãos brasileiros, que  só estão querendo o respeito  às suas instituições,  à moralidade, uma volta da ética e, junto com tudo isto, uma politica econômica clara, que tire o país da crise em que o  governo nos colocou, por inabilidade, por falta de competência, por apenas estar preocupado em se manter, a qualquer custo, no poder.
Tive vergonha de ouvir todos os comentários.  Os petistas de carteirinha, tentando o impossível, vincular esta enorme cobrança popular, a um golpe articulado pela oposição, que por um acaso qualquer, embora isto não tenha sido uma tônica nas manifestações, foi vaiada, vide Aécio Neves e o Alkimim em São Paulo.
Golpe! Golpe é o que o PT está querendo nos dá. Então um homem que desrespeita o cidadão brasileiro, a justiça, procura deboche, gozação, ironia, subterfúgios, mentiras, sendo processado pela Justiça por força das tramoias que aprontou, que praticou enquanto no governo, vai, de novo, participar dele? Que Vergonha!  Estou completamente atônita e não consigo acreditar no que vejo e ouço.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Um passeio em Cascais

Acordei com uma imensa saudade de Portugal, por este motivo, resolvi levar todos para um passeio que adorava fazer, sem me importar com o tempo que estivesse fazendo, ou melhor: fosse verão ou inverno. Era apenas não estar chovendo e lá ia eu e, convido vocês a passearem comigo.
Se você está no Centro de Lisboa se encaminhe para o Cais do Sodré. Se estiver na Marques de Pombal, Duque D ´Ávila, Avenida da Liberdade, Saldanha, Parque Eduardo VII, apenas ande, desça a Liberdade toda vagarosamente olhando com o olhar de ver todos os detalhes. Se for preguiçoso pegue o metro linha azul até o Chiado e de lá passe para a linha verde sentido Cais Sodré: mas eu não aconselho, porque Lisboa é linda de se ver, se sentir, conhecer. Quando você chegar ao fim da Avenida da Liberdade, antes de chegar ao Rossio, olhe bem a estação ferroviária que fica no Restauradores. Imperdível! Tire uma foto, não perca isto de maneira alguma. Se for umas dez a onze horas da manhã, ou até antes, ou depois, fica a seu critério, entre no Beira Gare e coma uma bifana, ou um prego, ou qualquer coisa que lhe apetecer. Se tiver com muita sede eu recomendo que você tome logo uma imperial, é para ficar logo no clima. Se não quiser perder tempo, siga direito pela Rua da Prata, Rua Augusta ou Rua do Ouro; eu prefiro a
Rua Augusta por tudo que nela se contém: pela calçada linda, pelo movimento, pelas lojas da Zara, da H&M, Mango e tantas outras, pelos sapatos, pelas gravatas, enfim, gosto de andar por ali, mesmo quando chove e as pedras ficam brilhando, sensacional. Além do mais, você pode visualizar, desde o começo da Rua, o Arco, coisa bela da arquitetura.  Pois é, passou o Arco? Chegou á Praça do Comércio, viu o Tejo lá no fundo. Diga-me lá: Imperdível não é?  Mas não fique aí muito tempo, porque quero mesmo te levar é em outro sitio, você terá muito tempo de olhar o Tejo e conhecer as ruelas de Alfama, os becos de Lisboa, o Bairro Alto, mas hoje não: hoje o dia é diferente, é dia da “linha”.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O que aconteceu Maria Rosa?

Maria Rosa era a quinta filha de seu Alencar e Dona Virgínia. Os seus primeiros quatro irmãos eram homens, ela era a caçula e mulher, poderíamos dizer, o dengo da família. Enquanto pequenina, era ótimo estar cercada do amor e dos cuidados dos pais e de seus quatro irmãos, mas, quando fez doze anos, toda esta proteção começou a incomodá-la,  e muito.
Maria Rosa nunca saiu sozinha. Não tinha amigas, não ia á casa de ninguém. Festa na escola só se acompanhada de mãe e irmãos, se todos não podiam ir, um, com certeza, acharia tempo para acompanhá-la aonde quer que fosse.
Maria Rosa cresceu protegida. Sem opções, todos decidiam por ela, de pais a irmãos. Nunca teve direito de dizer o que efetivamente queria, tudo já lhe dado como certo e pronto. Roupas escolhidas pela mãe, escola escolhida pelos pais, festas só a que os irmãos frequentavam e quando se dispunham a levá-la.
Os irmãos não levavam os amigos em casa, foram proibidos pelos pais, pois Maria Rosa era linda e nada podia lhe acontecer, era melhor evitar: “o que os olhos não veem coração não sente”, era o que sempre dizia a sua mãe.
O único momento de mínima liberdade que a Maria Rosa tinha era a escola, e assim mesmo, quando não havia qualquer olheiro a espreita, o que sempre acontecia, pois a recomendação às freiras era para que ela nunca estivesse sozinha, o que era seguido à risca pelas irmãs, que não queriam, de maneira alguma, desagradar ao Sr. Alencar, em especial Dona Virginia, mantenedora da Igreja, membro da congregação, enfim

sábado, 2 de janeiro de 2016

Nas Águas do MARUJO

Como tantos outros primeiro do ano, eu não esperava nada de diferente:
ressaca, muita comida, arrumação da bagunça do dia anterior; entretanto, o primeiro dia do ano de 2016 me reservou uma baita surpresa, e esta surpresa merece divulgação.
Meu companheiro há uma semana me disse que fora convidado para um passeio de escuna no dia primeiro: gosto do mar, mas confesso que não fiquei radiante com a comunicação, cheguei mesmo a sugerir que ele fosse sozinho, mas não gostei da expressão que ele fez. Decidi que iria, muito mais pelo fato de que ele me disse qual era a finalidade do passeio de escuna: um oferecimento de um presente ao “MARUJO”.