Continuo andando
em Salvador com os olhos de ver, olhos que jamais pretendo que deixem de ver,
já falei antes, que os meus olhos agora não só enxergam e olham, eles vêm,
sentem, recriam, estão a serviço da memória, do conhecimento, da reconstrução.
Quanto tempo perdi sem usar os meus olhos de ver, e com eles é que estou na
Cidade Alta ali pelas bandas da Paço Municipal; à minha frente está a Câmara,
do lado esquerdo, estando eu de costas para o prédio da Câmara, está o Palácio
do governo do outro lado a Rua da Misericórdia que vai dar na Sé, e após no
Terreiro de Jesus. Estou, efetivamente
no centro da cidade. Descendo a rua vou
parar um pouco antes da porta de Santa Luzia, (São Bento) que limita a cidade
pelo Norte, se sigo pela direita, alcanço o Terreiro de Jesus, Pelourinho e a porta
Sul da cidade, a porta de Santa Catarina (Carmo).
Contar estórias e histórias; ficção e realidade se misturando para fazer rir, chorar, viver.
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quinta-feira, 21 de maio de 2015
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