O dia está lindo, há sol, o céu
azul, o verde das árvores. Sentada na cama observa tudo isto pela janela do
quarto “da Gatucha” é assim que a amiga trata este cômodo da casa. É engraçado
como personaliza-se algo: seja um espaço, seja uma coisa, seja até mesmo uma
pessoa, pois quando personaliza-se também dá-se, ou toma-se posse, seja atribuindo-a
a si próprio seja a outrem, por exemplo: o quarto da Gatucha; o quarto é dela,
não é de Maria e nem de João, é dela e ela é que tem a posse dele, no caso do
quarto em questão, ela tem apenas uma posse temporária, completamente justa, exerce-a de vez em quando,
mas tem uma posse.