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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Uma nova tentativa - Continuação da análise

Já acordou de “calundu”; então insistia naquela história de analista, mesmo tendo a certeza que não daria certo, insistia; devia ser o desejo de participar do mundo dos “ins”. Agora, ao menos, tinha a consciência que seria analisada por uma mulher, pois até mesmo o sobrenome já era sugestivo do sexo. LARANJEIRA. Um laranjeiro, certamente, não daria frutos, seria uma árvore estéril. Bom, o certo é que tinha consulta marcada às 15h00min com a Doutora Laranjeira.
Arrumou-se toda, parecia que ia a uma festa. Por que isto? Perguntou para si mesma, então você vai ao analista, que é uma mulher, e se emperiquita toda desta maneira?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pós visita ao analista

Chegou a casa visivelmente mal humorada. Não conseguia entender por que se tinha permitido passar por uma cena daquelas; então pagara quase a metade de um salário mínimo para falar duas palavras com um híbrido e acabar o tempo sem que nada de, minimamente, esclarecedor, ou com alguma possibilidade de sê-lo, acontecesse.
Vinha no carro e, de vez em quando, como para se acreditar que aquilo ocorrera mesmo, se olhava pelo retrovisor e via a sua cara de tacho e de besta com toda aquela situação, perdera uma hora do seu dia, perdera dinheiro, ficara mal humorada, perdera inclusive o horário de chegar a casa, um tempo precioso para corrigir algumas provas, estas sim importantes, porque sua obrigação, que fora atrasada por aquele acontecimento que não se repetiria.