Já faz muito
tempo, mas pelo pitoresco da história, não consigo esquecer. Passei por muitas
cidades do interior enquanto exercia a magistratura, cada uma com o seu
folclore, com as suas figuras e personagens. Gente boa, gente ruim, educados, mal-educadas,
prepotentes, enfim, consegui, na minha caminhada, ter contato com todo o tipo
de pessoa. Certamente, para eles, também, fui prepotente, orgulhosa, pedante,
enfim, tudo que se podia dizer de uma pessoa sozinha, que ocoupava um cargo importante, uma autoridade que tinha de se impor e com muitas responsabilidades. Minha aparência, segundo alguns, já era um grande problema, pois sempre usei "jeans" e meu cabelo era encaracolado, muito pouco recomendável para uma Excelência.