Estava, mais uma vez, em Lisboa
e, portanto, não lhe custava nada tentar um contato com o Madeira. Já vinha
pensando nisto no avião e, assim que colocara os pés no solo português, ainda
dentro do aeroporto da Portela, decidiu que tentaria contatá-lo.
- Será mesmo que ele ainda lembra-se
de mim? Tanto tempo se passara desde o último contacto, quando ela decidira que
seria mesmo o último. No seu consciente, no seu racional, sabia que era melhor
não tentar nada, mas o diabinho interior, com os seus tridentes futucando ali e
aqui já decidira por si. Sim, ela ia entrar em contato, só não o fazia naquele
momento porque estava sem rede no tele móvel e ansiosa pelas malas que não
apareciam na esteira. Já se passara quase quarenta minutos do desembarque ela não
via as malas.