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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ENCONTRO NÃO MARCADO

Estava, mais uma vez, em Lisboa e, portanto, não lhe custava nada tentar um contato com o Madeira. Já vinha pensando nisto no avião e, assim que colocara os pés no solo português, ainda dentro do aeroporto da Portela, decidiu que tentaria contatá-lo.
- Será mesmo que ele ainda lembra-se de mim? Tanto tempo se passara desde o último contacto, quando ela decidira que seria mesmo o último. No seu consciente, no seu racional, sabia que era melhor não tentar nada, mas o diabinho interior, com os seus tridentes futucando ali e aqui já decidira por si. Sim, ela ia entrar em contato, só não o fazia naquele momento porque estava sem rede no tele móvel e ansiosa pelas malas que não apareciam na esteira. Já se passara quase quarenta minutos do desembarque ela não via as malas.