quarta-feira, 14 de abril de 2010

Coisas de Arembepe


Coisas de Arembepe
Isto é real!
Certo dia estava eu na casa de uns amigos, que são veranistas em Arembepe, e eles passaram a me contar um episódio por eles vivido no domingo anterior: Os dois, que gostam ou gostavam, pois hoje, por força da idade, já não entornam como antes, de tomar umas, estavam numa barraca de praia lá em Arembepe. Estavam, para variar, tomando todas, quando a mulher começou a passar mal, e o marido ficou muito nervoso sem saber direito o que fazer, e, ao contar-me este acontecimento a mulher disse: que, naquele momento do desespero, o marido tinha entrado “em pane”. O que acham? Fiquei eu em pânico por não poder, sequer, sorrir, embora o caso fosse para uma gargalhada.
Ainda do mesmo casal: A mulher ouvindo algo que não gostou contado por uma sua sobrinha, disse-me que teria ficado “estagnada” com a revelação.
Mais uma do casal: O marido, que na realidade é de Salvador, tem muitos amigos, diz ele que ricos, tanto que um deles mora na Vitória em um daqueles edifícios que tem até “periférico”. Tem coragem de entrar num destes?
Uma doméstica arembepeira chegando na casa da patroa pela manhã muito mal humorada. A patroa pergunta-lhe o que se passa, e ela responde: hoje eu estou “ expressada”
Um cidadão a me contar que teria arrumado uma representação nova; pergunto eu o produto e a resposta: “gosméticos” Que tal, arrisca um tratamento?
Entro eu no salão que frequento em Arembepe. A dona do salão que tem sempre um elogio para mim, (não pensem nada de errado, a pessoa é evangélica, casada, etc) estava fazendo a unha de uma senhora quando cheguei e, virando-se para mim diz: Que pele! Que bronze! Eu agradecendo, digo que não tomo sol, isto é, não fico estirada na areia tomando sol, apenas ando na praia pela manhã, bem cedinho. E ela, com todo o conhecimento peculiar a quem trabalha com estética, diz: é bom mesmo, porque depois das 10 horas da manhã os “raios laser” não são bons para a pele.
Estava eu no ônibus – Arembepe-Lapa; junto de mim, sentado na cadeira ao lado, estava um rapaz que eu tinha acabado de conhecer, porque casado com uma moça que conheço há muito tempo, que, embora de Arembepe, esteve morando na Itália, onde conheceu este cidadão, que é de Salvador. Fui apresentada ao dito e ele veio conversando sobre as viagens que fez na Europa e todo entusiasmado por poder falar comigo, que estive em Portugal por algum tempo, sobre o Alentejo, região portuguesa onde ele passou um período. Até aí tudo bem, mas ele não ficou só a falar sobre a região, começou a falar dos portugueses, sobre a vida deles, dos preconceitos, da preguiça, etc., etc., etc., e me sai com esta: “eles tem uma “geologia” diferente de vida”.
Que tal, é mole ou quer mais?
Se quiserem conto mais numa próxima oportunidade sem qualquer “Express”
Janeiro de 2010