segunda-feira, 28 de julho de 2014

Poemas

Ah se tu  Soubesses

Ah se tu soubesses!
Se tu soubesses da minha agonia,
Das  minhas noites mal dormidas,
Das minhas horas de angústia,
Do sabor salgado das minhas lágrimas.
Ah Se tu soubesse!
Dos acordares sobressaltados
No meio das madrugadas frias,
Com pesadelos em que me deixas para sempre,
Ah! se tu soubesses!
Das inúmeras vezes que acordo na noite
Procurando-te a meu lado,
Ah se tu soubesses!
O que é andar na rua procurando te encontrar,
Entrando em restaurantes para te achar,
Indo a shopping para olhar vitrines  de lojas masculinas,
Na ilusaão de que a qualquer momento apareces.
Mas tu não sabes de nada,
Não notas nada
Egoisticamente,  não me deixas partir, criar asas e ir-me
Para procurar só a mim mesmo, e, quando me encontrar,
Nunca mais procurar-te, em lugar algum
Não queres isto, queres-me assim,
Insegura, doente, infeliz,
Não sabes amar o belo, sabes  fazê-lo feio,
Mas sobreviverei a tudo isto
E, como já disseram-me uma vez,
Ressurgirei nas mais belas e esplendorosas formas,
Porque aprenderei a amar-me
E serei eu vinte quatro horas do dia, se preciso, aumentarei as horas dele
Para ser sempre: eu, eu e eu.


 O que Perdestes

Pensas que  vou definhar,
Sucumbir, desaparecer?
Estás  muito enganado.
Ressurgirei das cinzas onde me lançastes
Aparecerei  explendorosa  em lugares inimagináveis
Alguém dar-se-á ao trabalho de dizer-te que me viu,
E dir-te-á da minha felicidade!
Da minha alegria, da minha exuberância.
Não acreditarás, em princíoio, é verdade,
Procurarás ver com os teus póprios olhos,
Chorarás, sim, chorarás!
Constatarás que perdestes uma grande mulher,
Uma grande amiga, uma grande companheira,
Que agora tem o seu olhar dirigido para outro
Que, talvez como tu, ainda não reconheça o que tem a seu lado
Mas eu saberei como fazer
Para não voltar a perder  o brilho do meu olhar, a sedução do meu corpo,
A minha entrega à felicidade, a minha procura pelo melhor de mim.
Chorarás sim, mas será tarde. Porque eu jamos voltarei a abdicar de mim 


Súplica


Sabes o que queria agora?
Sorrir, gargalhar até,
Sabes por que não estou fazendo isto?
Porque tu não me permites,
Incomodando da maneira que incomodas,
Sem um segundo sequer sair do meu pensamento.
Afastes-te de mim
Deixa-me seguir o meu caminho.
Não rondes a minha vida,
Não impeças a minha felicidade,
Ela não é contigo,
Com certeza,
Não queres me ver feliz,
Nunca o quisestes,
Fizestes  da minha vida um inferno,
Tirastes de mim o que de mais belo tinha
Que era o meu sorriso, a minha esperança, a minha alegria de viver.
Vai-te, deixe-me em paz,
Sobreviverei, tenho certeza,
Sou forte, meu sorriso voltará,
Mas tu,  nunca mais será o motivo dele,
Não te odeio, nunca  vou conseguir isto,
Até porque vou tirar-te definitivamente da minha vida
Vou ser eu, eu e eu, e sorrir outra vez, até  das minhas  dores,
Porque elas apenas serão lembradas como tal, sem qualquer identificação,
Vai-te, deixe-me, quero viver para  que vejas que não és mais nada para mim
Que sem ti minha vida é alegre, feliz, liberta, promissora, vivida.

 Arembepe, Julho de 2014