sábado, 3 de setembro de 2011

Mais um anônimo (a)

Parece que estou me especializando em incomodar anônimos! Sim porque recebi “ameaças” de um anônimo, ou anônima, não sei, porque, como anônimo que é, não podemos identificar o sexo.

Não publiquei o comentário, exatamente, porque não assinado, não identificado, não conhecido, além do palavreado não ser condizente com os leitores do blog.

É evidente que um escritor tem leitores e que estes são anônimos, teria muita graça que um autor conhecesse todos os que o lêem, mas há uma grande diferença entre o leitor anônimo, e o anonimato de alguém que se diz identificado pelo autor, mas não tem a coragem de sair do seu próprio anonimato.

Diz o anônimo (a) que vai me processar porque estou expondo a vida dos outros, que eu não tenho direito de fazê-lo. Mas como posso saber quem vai me processar? De quem falei?A quem pertence à estória?

O escritor cria, se os fatos narrados têm correspondência com a vida de alguém é uma mera coincidência; aliás, a partir de agora, e isto agradeço ao anônimo (a), vou colocar no final do post esta advertência: “qualquer semelhança é mera coincidência”, para evitar que anônimos tomem para si o que ali se contem e se julguem ofendidos, como se fosse possível alguém ofender anônimos.

 O engraçado disto tudo é que o anônimo (a) que se diz identificado, que se diz ofendido, que ameaça um processo e que termina por ofender, literalmente, a escritora, é que esta se identificando para os leitores, embora o escritor não o (a) conheça, ainda que se identificasse mesmo, que tivesse a coragem de fazê-lo, continuaria desconhecido, porque fora da realidade de sua vida.

Se alguém identificou-se com o que estava descrito no texto, certamente deve ter passado por uma situação similar, talvez por isso a revolta, a agressividade, as baixas palavras. O escritor não se importa, não vai valorizar anônimos, eles não têm coragem, são covardes, e no mundo da ficção (muitas vezes tão real que é confundido com a vida de cada um) só há lugar para covardes, exatamente, na própria ficção, aliás, neste gênero literário há uma grande quantidade de heróis, mas há uma enorme quantidade de “bandidos”; eles são sempre mais numerosos, porque desejam o mal, e o mal é bem mais fácil de ser executado.

Todavia, como o anônimo (a) esta fazendo uma ameaça, que não será publicada no post para preservação dos outros leitores, há que se ter em mente, se a ameaça for cumprida, que o texto não cita qualquer nome e, portanto, ainda que possa qualquer pessoa com ele identificar-se, não existe possibilidade de ser cumprida a tal ameaça. Bom, mas anônimo não deve saber disto, não deve ter sido preparado (a) para entender e comportar-se diante deste entendimento.  Todavia, não cabe ao escritor ameaçado fazer ponderações aqui, se a ameaça do anônimo (a) for cumprida, quando ele for conhecido, porque terá de identificar-se, uma vez que numa relação há que se ter duas partes completamente identificadas, além da exigência da existência de provas suficientes para que o julgador possa, realmente, estabelecer o nexo necessário ao reconhecimento de uma exposição particular da vida de alguém, aí sim, os argumentos serão utilizados com a lógica necessária. 

Quando isto acontecer, tanto o escritor como os seus demais leitores, saberão de quem se trata e ele “spont sua” estará expondo a sua própria história sem a interferência de quem quer que seja.

Bom, mas já perdi tempo demais falando do nada, porque um ser que se diz estar neste mundo, neste dos que “são e estão”, não pode esconder-se atrás do anonimato. Se usa este artifício para ameaçar, ofender, mostrar a que veio e o que realmente é, é porque, na realidade, é um “nada”, e, como nada que é, deve recolher-se à sua própria insignificância, desassociando-se da importância que pensa ter, que o (a) leva a pensar poder ser o personagem de uma estória (ficcional) escrita para alertar pessoas que tem comportamentos parecidos, para que tenham cuidado; a vida pode nos pregar peças, algumas cômicas, outras dramáticas, mas que deixam marcas que podem tatuar as almas, deixando cicatrizes mal curadas que “condicionam”, para sempre, todo um ser.

Cuidado anônimo (a), você pode ter estas cicatrizes, procure se tratar com urgência, para que as suas tatuagens não sejam divididas com os outros, que não têm culpa das suas angústias, frustrações, dramas, recalques.

Quando tiver tempo, já que é um leitor(a) do blog, leia “anônimo” vai te fazer bem e você poderá encontrar-se no “nihil” que é ser “anônimo”.