domingo, 26 de dezembro de 2010

Sonhos muito loucos!

Engraçado, hoje não sonhei, quero dizer, não lembro de ter sonhado, o que é raro, porque tenho sonhos quase todos os dias. Lembro de alguns, esqueço passagens de outros, mas o certo é que lembro e, logo que acordo, quando tenho tempo, escrevo para não os esquecer.

Minha capacidade de sonhar é imensa, penso que tenho uma maneira de criar enredos de sonhos propria. Misturo vidas, personagens. Dou qualidade a quem não tem, retiro de quem as tem, bagunço tudo e, de vez em quando, tenho passasgens hilariantes:

Uma vez sonhei com minha mãe, o que não é uma grande novidade, porque como sempre estou preocupada com ela, acho que isto faz com que ela apareça nos sonhos, alguns, quase pesadelos.

Minha mãe gosta de falar difícil, não sei porque motivo aprendeu isto, e gostava de se exibir mostrando estes “dotes” : por exemplo, lá em casa quando alguém falava alguma coisa mais complexa ela dizia – “Parem com estas frases perisfaticas” Até hoje não consegui saber o que esta palavra significa, não acho em dicionário, se algum de vocês souber, por favor, não se acanhem.

Mas vamos ao sonho: Estava eu em Portugal, especificamente em Setubal, que é um lugar onde o pescado é abundante, recomendo quem lá um dia estiver a comer, em qualquer dos restaurantes, “aneis de lulas à milaneza”, divino, ou, ainda, peixe grelhado, escolhido na hora na montra. Bom, mas vamos lá. Minha mãe esta lá, isto é; no sonho, e estava muito compenetrada, ela era uma daquelas senhoras que ficam emproadas, muito bem vestidas e mandando em todos, monopolizando as atenções. Eu não sei porque cargas d`agua, eu estava abrindo a geladeira para pegar algo, e de repente, um peixe enorme, vermelhão, lindo, cai no chão, e ela, muito chateada e com a voz postada me diz: Tenha cuidado com este peixe, pois ele é das águas profundas do Atlântico”. Acordei rindo, porque realmente a cena era hilária. Minha mãe sentada à minha frente e com a voz colocada a me dizer isto.

Outro vez sonhei que estava em uma casa com Gloria e José Marcos, meus tios amados. Uma casa grande com vários cômodos, que diga-se de passagem, não reconheci como qualquer das muitas que eles tiveram. Estávamos todos lá. Marcos dormia em quarto separado na parte baixa da casa, lá no fundo, um quarto que quase ninguém percebia que existia. Parecia que era um tipo de pensão em que se alugava quartos para muitos. Havia um chinês, que trabalhava, ele e outros, como carregador. O homem era chinês, magro, musculado, tinha uma boa estatuta, e a cara não era de chinês, embora todo mundo que o olhasse soubesse da sua decendência. Falava só ingles e chinês(mandarim) e era difícil a comunicação, mas nós nos olhavamos muito e eu o achava interessante, o que é pior, tava numa tesão danada pelo homem. Ele também demonstrava uma atração incrível por mim. Não podiamos nunca estar sozinhos. A nossa aproximação era mesmo uma coisa estranha, tanto eu quanto o homem tinhamos de nos controlar na frente das pessoas para não nos agarramos mesmo, embora isto não tivesse acontecido nunca quando estavamos sozinhos, parecia que nos queríamos cultivar aquilo tudo para um só momento. Um dia vi o chinês tomando banho, me aproximei dele e já vi a sua reação, que não podia ser escondida, trocamos uns dois beijos prolongados, ficamos doidos, mas estávamos no meio da rua quase, e tivemos de nos controlar, mas a partir daí as coisas começaram a andar, embora só ficassemos nos beijos e abraços furtivos, nao sei bem porque. Um dia de domingo o chinês entrou no quarto onde estávamos eu e Gloria, vinha acompanhado de um outro homem, alto, forte, grande mesmo, e o homem pediu licença, mas queria falar com Gloria. E então o chinês vira para ele e diz alguma coisa, que ele traduz, informando a Gloria o que o cara quer, era ele uma espécie de intérprete, parecia que o chinês não queria errar nas palavras e arrumou quem fizesse a intermediação. Ele convidava Gloria para ir a um culto com ele, uma coisa da sua religião. Gloria diz que não. O chinês fica chateado e fala  novamente com o homem; eu olho para Gloria e pergunto com os olhos se deveria ir eu,  ela balança a cabeça que não; o chinês insiste, e eu digo que vou com ele. Ele gosta da idéia, mas não se conforma que Gloria não vá. Depois de muito tempo eu percebo que não era eu que deveria ir, pois quem tinha de fazer isto era a pessoa com quem ele deveria falar a meu respeito, a pessoa, que ele sabia, que poderia ser responsável por mim. Certamente o chinês queria dizer a Gloria que queria estar comigo, me levar, mas nós não entendemos. Bom o certo é que fui ao templo com ele, e o templo era mesmo um daqueles que a gente vê em filmes,com aquela casa que tem os telhados em curva, com coisas penduradas nas laterais, com escadaria na entrada, com aquelas portas enormes e lindas, enfim, um espaço lindo.(um pagode).

Este sonho teve muitas passagens, em uma delas eu tinha de tomar banho em um banheiro feio e cheio de limo, que me fez lembrar os banheiros do internato do São Raimundo. Num deses banhos eu encontro o chinês em um corredor, onde eu andava nua, o homem para e me olha com um olhar que ja vi antes nos homens  que me amaram em algum momento da minha vida.

O chines me dava carinho, muito mesmo, mas apesar da tesão não avançava mesmo o sinal.

Já estou outra vez no quarto de Glória, que era enorme mas estava sujo, eu tentava organizar as coisas, como sempre. Tinha uma uma coisinha lá que eu achei muito interessante: era uma rodinha em forma de flor, que tinha um pino, em que você colocava bolachas de chocolate. A bolacha tinha um furo que era encaixado no pino, eu pensava que aquilo nao era real, mas tinha mesmo bolachas de chocolates.

O que acharam deste sonho? Tô ou não ficando doida, será que é falta do que vocês estão pensando mesmo. Tesão por chinês, eu hein!

Outro sonho para lá de esquisito. Este foi em 8.7.2010. Não sei onde começou, mas sei que estávamos todos indo para uma festa. Só que esta festa era em algum lugar que não conhecia e era longe, também não sei qual o motivo desta festa. Era longe e por isso tinha um ônibus para nos levar. Todos vestidos de festa. O ônibus era imenso e tinha bancos de três lugares. Eu entrava no ônibus e ficava preocupada porque minha mãe não entrava, todo mundo se acomodando e ela não chegava, tinha muitas pessoas de cor, algumas conhecidas e outras não. Sissi estava lá toda de roupa rosa, estava bonita, tinha muitas crianças que brincavam com balões brancos amarrados em três. Quando o ônibus já estava completamente cheio e só havia um lugar para sentar, chega minha mãe correndo e senta-se junto de uma amiga dela, que não conheço: uma senhora grande e escura, com uma peruca, toda de azul forte brilhoso, parecia a Cesária Évora e começam a falar muito. O ônibus prossegue e nós vamos a um lugar que não sei mesmo onde era e nem se chegamos. Sei é que depois já me encontro na casa de Glória, que ficava perto do lugar onde acontecera uma cerimônia, que penso ter sido em uma igreja. Todo mundo queria fazer xixi e Elisa, minha irmã, vai e bate na porta da casa. Volta puta da vida dizendo que Marcos disse a Glória para não abrir a porta, nem mesmo quando ela disse quem era.

Eu disse que não acreditava e que ia ver o que estava acontecendo. Quando chego a casa, que ficava em um pátio grande e toda ela com os cômodos para este pátio, ou seja: a casa tinha os vãos independentes, você não passava por nenhum deles por dentro para se dirigir ao outro, como sempre as coisas de Maria da Gloria, um moquifo! No pátio, que era mesmo grande, havia uma lavanderia de pedra, daquelas antigas e uma outra pia. Logo quando eu chegava encontrava Ticiano, que estava para lá de magro, logo atrás dele uma moça muito queimada do sol, mas muito menina e muito da feia, ele se apressa em me dizer que aquela não era a namorada. Me dá muitos abraços. Logo vi Maria da Glória junto à lavanderia conversando com minha outra tia, e eu vou ao encontro delas e pergunto o que está havendo, Gloria me diz que são as cosias de Marcos, que ele disse que estava descansando e não queria ninguém lá, pois queria ficar na cama até mais tarde, e que ela estava morrendo de vergonha. Bom eu tento ir ao banheiro. A esta altura já tem uma porrada de gente na casa, inclusive uma outra tia minha que estava vestida de anjo e também queria fazer xixi, se vocês conhecessem a minha tia, saberiam o quão de hilário, era vê-la vestida de anjo. Para ela entrar no banheiro foi preciso quebrar a porta, e ela entrou com as asas de anjo e eu disse a Natércia, que quando ela saísse era melhor voltar ao normal, tirando as asas e colocando os chifres vermelhos, fazendo o gesto com as mãos para demonstrar. Minha tia fica retada com o meu comentário, mas não me diz nada. Depois todos se acomodam como podem no espaço e eu, sacanamente, resolvo fazer um teatro que era para sacanear Marcos e proponho uma apresentação da casa para venda. Todos me olham e eu começo: A casa é composta de três quartos. O primeiro, este que os senhores vêem fechado com uma cortina, só da para uma cama de solteiro e mais nada. O segundo, e este era onde o Marcos estava, ele não deixava abrir a porta  aos berros dizendo impropérios, tem uma cama de casal, um guarda roupa: pêra aí que eu mostro. Ao ouvir isto Marcos sai do quarto visivelmente bêbado. Cabelos desgrenhados, um short azul e ele colocou o pinto para fora pela extremidade do short e ficava mostrando-o a toda a gente. Tico, meu primo, quase chorava e dizia que não entendia porque ele estava fazendo isto. Marcos volta para o quarto e pega um prato de feijão, o grão do feijão era marron e enorme e o caldo caia do prato para cima da cama, ele pegava as carnes com o garfo e dizia que quem tinha feito a feijoada, que fora um amigo dele, não sabia usar as panelas, porque deixou a lingüiça queimar. Tico tentava acalmá-lo sem muito êxito.

Todos estavam constrangidos e queriam ir embora. Maria da Gloria estava lívida, mas nada fazia.

Saímos e andamos pela rua, tinha havido uma grande festa, pois a rua estava suja e ainda decorada, a esta altura eu já estava com a Vera e eu dizia a ela: tem um som ali, vamos atrás dele, porque se não arranjamos nada, e eu estava falando de homem, hoje, nunca mais teremos chances.

Alguém que sonha um negócio desse pode estar no seu estado normal? Claro que não!

Mas estes são só uma amostra dos muitos loucos sonhos que já tive. Outro dia conto mais.