domingo, 6 de junho de 2021

O grande Imbróglio

Não sei como começo este texto! Melhor dizendo: não sei qual a palavra que melhor caracterize a minha indignação. A indignação que quero demonstrar quando, surpresa, ouvi o antipapa dizer: “O brasil não tem salvação, muita cachaça e pouca oração”.

Filho da puta! Sim, se eu estivesse próximo ao “Bergoglio” que passo a chamar de “imbróglio”, era o que eu diria para ele, porque é o que ele merecia ouvir, aliás, continua merecendo.

Que é este ordinário para dizer uma barbaridade desta? O Papa? Que papa?  O homem que foi e está sendo usado para dar o maior golpe que a história vai presenciar, ou melhor, está presenciando contra a Igreja? O homem que está sendo utilizado pelos globalistas para a dominação de muitos por poucos. Um homem que está a serviço dos poderosos. Um argentino sem eira nem beira que caiu no Vaticano, por obra de muitos que estão por detrás dele, para servir aos propósitos espúrios dos mesmos, aqueles que querem instalar a UNOCRACIA, UMA NOVA ORDEM MUNDIAL, UMA MOEDA ÚNICA.

Sabe o “imbróglio” o que é mesmo a “nação brasileira”? Ou ele só sabe o que a mídia, e os interessados em não deixar o Brasil seguir o seu curso e se transformar em uma grande potência mundial, querem que as pessoas saibam.

Eu que já vivo muito afastada da Igreja, até porque eu acho que Deus não necessita de intermediários para chegar a cada um de nós. Ele está aí, nos ouve, podem acreditar.  Não necessitamos de “bandidos” que se fazem de bonzinhos para intercederem por nós.  Não precisamos da sua oração senhor “imbróglio””, fique com ela para si porque vais precisar muito, quando a justiça divina realmente chegar e cobrar de todos vocês as atitudes que veem tomando, as causas que veem defendendo, os fins efetivos que querem com as suas “falsas preocupações com os pobres e com o planeta”: vai ser muito interessante, vou gostar de ver cada provação que vocês vão passar.

Igreja global!  Não nos deixemos enganar.  A Igreja global, a religião global, nada mais é que uma maneira de dominação mundial. Todos sabem a força da religião, e todos sabem como muitos se deixam levar como “cordeiros” por ela. E para a implantação de um sistema global onde todos devem se curvar ao poderio de poucos, temos que ser todos domados, todos devemos virar cordeiros e, cegamente, seguir ordens que nos são dadas, como se não tivéssemos qualquer alternativa.

Infelizmente os nossos dirigentes não se deram conta da “merda” que você disse a ofensa que dirigiu a todos os brasileiros indistintamente.  Esta sua ofensa deveria ser objeto de uma ação do governo pedindo que você se retratasse publicamente, pedisse perdão a cada um de nós, pessoas honestas que trabalhamos, estudamos, produzimos.

Se o senhor não sabe: somos o maior produtor de soja na atualidade,  exportamos carne, frango, carne de porco, dentre tantas outras comodities, e quem exporta “comodities” só o faz porque muitos trabalharam para conseguir alcançar estes números. Temos cientistas, temos médicos, grandes escritores, grandes nomes na literatura, temos indústrias, temos faculdades mundialmente reconhecidas. Temos  democracia, embora alguns insistam  em derrubá-la, portanto   procure o seu lugar  “imbróglio”, vá procurar  a sua turma, vá cuidar do seu rebanho que você quer controlar, e, certamente não ser com frases como esta a respeito de um povo, que você vai conseguir qualquer união. Aprenda a respeitar o ser humano, que você desdenhou. Va para a sua Argentina matar a fome do seu povo, que, por culpa dos seus políticos (socialista cretinos) estão passando vexames, perdendo a identidade .Certamente já não se dança tango, a dança  na Argentina agora é outra, e nem assim, penso que eles não vão concordar com você neste negócio de uma única religião.  

Tomamos cachaça? Sim tomamos, qual o problema? A Igreja toma vinho a quanto tempo? E vinho do suor dos miseráveis que plantam, tratam, colhem as uvas. Imagino como será a adega dessa sua casa, a casa na qual deveria reinar a humildade, a defesa dos direitos dos menos favorecidos, no entanto é uma casa de ostentação, que ainda usa uma guarda suíça fantasiada, aliás a fantasia demonstra bem o quanto a Igreja está distanciada do mundo. Ninguém mais deveria usar aquelas vestes, estão desatualizadas, demonstram apenas a imbecilidade de tantos idiotas que acreditam em uma simbologia, demonstradora de riqueza, de poderio, de distanciamento do “real social”.

Não temos culpa se o senhor recebeu o nosso maior cachaceiro e ladrão” no Vaticano, nem todos aqui somos assim. Não somos ladrões, o povo brasileiro a quem o senhor ofendeu, ã sua generalidade não é assim. Assim são os políticos que o você o pseudocristão, recebe dentro da sua casa, aliás, a casa onde somente deveria entrar pessoas de bem, porque, em tese, seria a casa do senhor, a casa que vocês desvirtuaram para  transformá-la em um centro de poder e de dominação.

A casa da tramoia, a casa que serve a interesses de poderosos e desejoso de dominação. Globalização!   <Lutou-se tanto para que cada país tivesse a sua independência, a sua soberania, e agora, como os poderosos estão se vendo ameaçados por emergentes potencias mundiais, se tenta centralizar poderes na mão de poucos, para propósitos escusos.

Não vão conseguir “imbróglio”, eles mesmo vão acabar com você, quando perceberem que você não vai conseguir essa união das igrejas. Não adianta viajar para os países árabes, ou qualquer outros que não professem a religião católica. Vocês não vão conseguir.

Você seu “imbróglio” é o tal do anticristo aquele que “como falso messias, o pseudocristo, é antes de mais nada o grande enganador, o arqui-hipócrita “[1] Adiante, o mesmo autor diz:

A história da lenda do Anticristo revela, acima de tudo, como os cristãos têm considerado a perversão da religião verdadeira, as farsas que podem ser empregadas para ocultar  a intenção maligna sob o disfarce  da probidade  religiosa[...] Agostinho de Hipona, pregando  sobre a primeira epístola de João, identificou o Anticristo com os hereges e cismáticos que se afastaram da verdadeira Igreja, mas foi além  e falou  dos Anticristos que permanecem na Igreja – os que  confessam Cristo pela boca, mas o negam  por seus atos”.[2]

Pois é “imbróglio” essa pessoa que o autor conseguiu descrever brilhantemente é você. Você que negando os ensinamentos de Cristo, quer transformar, ou ajuda poderosos a transformar, seres humanos em robôs automatizados que nem mesmo terão a sua própria crença, a sua própria religião, seres teleguiados sem qualquer liberdade. Não vais conseguir “imbróglio”, não vais, nem você e nem os Rockfellers, nem o comunismo chinês, nem os pseudos democratas americanos, e nem qualquer outra nação que se permita  a isto. Não toleraremos isto., muito menos nós brasileiros “cachaceiros” como você diz, pois acima de tudo somos mesmo crentes em Deus, não esse seu Deus que você serve, um deus que vocês estão imaginando, ou melhor, querem nos incutir, mas o Deus que nos protege, que fala conosco, que nos abre os olhos contra pessoas do seu tipo.

Vá para o inferno seu “imbróglio”, mas vá sem retornar, mas acho mesmo difícil que você entre lá, porque nem mesmo LUCIFER vai querer o anticristo junto a si.



[1] Bernard MCGinn, apud PENN Lee, Falsa Aurora A Iniciativa das Religiosa Unidas, O Globalismo e a Busca por uma Religião Mundial. (tradução de Márcio Stockler e Elton Mesquita), Campinas SP, Vide Editorial, 2020, p655.

[2] Idem, p 655


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Novos hóspedes chegam a prisão - Lindley VI

 Talvez vocês tenham pensado que esqueci de Lindley, ou eu a história dele acabou, mas é que o nosso vírus de estimação(covid) me deixa muito ocupada em falar das coisas atuais, dos nossos administradores, da nossa justiça” injustiça”. que fiquei sem tempo, ou desanimada talvez, para pesquisar e escrever sobre o nosso inglês contrabandista.

Bom o fato é que Lindley continuava em Porto Seguro esperando a solução das autoridades. O que seria que iriam fazer com ele? Esta pergunta deve tê-lo atormentado muitas vezes; pior, a pergunta não tinha resposta, pois ninguém lhe falava absolutamente nada a respeito.

Ele e sua esposa e tripulação continuavam presos, bem verdade que o Lindley conseguira uma autorização para sair com a sua esposa e andar um pouco pela cidade. Note-se que ele, por ser mais útil que a esposa, em muitas oportunidades, lembre-se que o último episódio que contei do inglês foi a caça ao homem que lhe dera um pouco do pó dourado, tinha maiores oportunidades de sair da cadeia e conhecer um pouco mais do local onde estavam, embora sempre estivesse, nessas oportunidades, fazendo algum tipo de trabalho para os portugueses.

A expedição do pó dourado foi um fiasco, voltaram, ele e a comitiva, sem achar nada, entretanto Lindley ficou muito satisfeito com a tal viagem, porque para ele fora um aprendizado quase que cientifico, pois ele apreciou a região, viu plantas nativas, observou habitantes, como viviam, como aravam, como criavam o gado, enfim, aprendeu sobre o Brasil.

Pois continuava, ele e sua esposa, aquela vida de miseráveis prisioneiros, sendo incomodados por todos, pois Lindley é minucioso ao informar a falta de pudor dos brasileiros e portugueses responsáveis pela cadeia e pela sua guarda, que entravam nos seus aposentos quando queriam, usam as suas coisas, incomodavam por demais.

“O capitão mor, cujos aposentos ficam na parte superior da prisão, toma a liberdade de entrar nos meus sem pedir licença e nem considerar a situação da minha mulher e a minha, confinados num pequeno quarto, e sem atender ao fato de que nem todas as horas são próprias para tais visitas. |Além disso, serve-se constantemente de minhas bebidas, para si próprio e os amigos, apesar de saber que eu as compro na praça e que não recebo pensão de alimentos. O juiz ordinário, ou magistrado da cidade, aparece diariamente na prisão e toma as mesmas liberdades. Hoje de manhã, deu-nos de presente uma cesta de ovos, pediu um lenço de seda em troca e, sem falar no assunto, apanhou da parede uma escova de roupas e, sans cerimonie, escovou o chapéu na nossa frente” (LINDLEY  1805:40) grifo nosso[1]

Continuando, ele fala das horas das refeições: “Em cada má refeição que fazemos, temos em primeiro lugar, necessidade de garantir a porta contra os invasores. E padecemos, diariamente outras mil mesquinharias”. (Idem, 1805: 40)

Agora pensem bem a situação da mulher do inglês, a pobre coitada sem falar uma palavra em português, sem qualquer companhia feminina que pudesse, ao menos, ouvir o seu choro, sem contar com ninguém a não ser com o próprio marido, como deveria ela sentir-se? 

E tudo isto continuava sem que nada fosse informado aos dois a respeito da real situação deles: se iriam ser colocados em liberdade, se poderiam retornar ao seu país, se a iram devolver o brique, se soltariam a tripulação, enfim, nada sabiam.  As coisas estavam indo muito mal, a tripulação sofria, estava em situação pior de que a de Lindley e sua mulher, até fome passavam, tanto que o inglês se viu obrigado a pedir que a ração fornecida fosse aumentada.

Minha tripulação recebera a quota mais amarga da severidade. Já comentei a escassez de gênero de q a princípio, e que foi remediada apenas em promessa e se eu não tivesse conseguido até então conseguido (com certo risco) enviar-lhes algum auxílio sob a forma de mantimentos e bebidas, jamais poderia ela ter suportado sua terrível situação. Não contentes em quase deixar morrer de fome esses tripulantes, um deles foi cruelmente espancado por queixar-se disso; e há dois dias, por causa de uma discussão insignificante, foram-lhe arrebatadas suas facas e navalhas, um pobre diabo foi posto no tronco, existente na masmorra, ficando um mosquete apontado para a porta-alçapão enquanto a medida era executada(...) (Ibidem, 51).

E assim as coisas continuavam, Lindley continuava em compasso de espera, enquanto isso era chamado para atender a pessoas enfermas, amigos das autoridades evidentemente, entretanto, um rebuliço na prisão, isto ocasionado pela volta do desembargador Claudio que se ausentara para ir até Caravelas, quebrou a normalidade, segundo o inglês:

 “O desembargador Claudio chegou de Caravelas com seis presos, eram os principais moradores do lugar: o juiz ordinário, o tesoureiro e os membros do Senado arrancados dos seus lares por terem desobedecido às ordens militares de um tenente enviado pelo governador da Bahia para melhor regulamentar a exportação da farinha. (ibidem idem 48)

Essa chegada de presos modifica, de alguma maneira, a vida prisional do inglês. “Houve mudança geral na prisão a fim de acomodar os recém-chegados, autorizados a receber E assim as coisas continuavam, um tempo de espera os amigos. “Graças aos céus ainda conservei meu pobre quarto, sem qualquer alteração, tendo, porém, receio de outra visita à masmorra” (Ib. Idem 48)

“A janela do meu pequeno aposento dá para uma passagem estreita, formada pela parte posterior da prisão e por uma casa ao lado, que foi escolhida como local conveniente para o recolhimento dos presos de Caravelas; dêsse modo serei doravante obrigado a manter fechada a minha janela e aguentar um quarto escuro. Quando chegará a hora da libertação (” Ib idem  49)

Os presos tinham regalias, podiam ser visitados na cadeia por amigos, que, segundo o inglês, chegavam a qualquer hora e em grandes números, não importando se fosse noite ou dia.

Notem leitores, notem bem a quantidade de informações que nos traz essa passagem da narrativa de Lindley a respeito da nossa Bahia. É bom que se faça, inclusive, uma comparação com os dias atuais:

A demora na apuração dos fatos, a burocracia infernal que existia: O inglês foi preso, lhe tiraram o seu “barco”, prenderam a sua tripulação, lhe jogaram, em princípio num calabouço, criaram uma “comissão”, que veio diretamente da Bahia (capital da província” para apurar tais fatos (contrabando de pau brasil), que, como já se sabe, não existiu. O inglês estava preso por não ter feito o que eles disseram que foi feito, acreditem, foi bem assim.  Até se pode dizer que houve uma tentativa de realizar a conduta, entretanto, o próprio Lindley desistiu, quando soube da ilegalidade daquele comércio.

É preciso lembrar que o Lindley não se ofereceu para comprar o pau brasil, ele foi procurado pelo João Dantas Coelho e seus filhos, que lhes ofereceram a mercadoria (uma aparente legalidade do comércio) porque se o próprio desembargador da província garantiria o comércio, não podia parecer ao inglês, que essa atividade era ilegal. A corrupção estampada em poucas linhas, envolvendo as maiores autoridades.

Ainda que reconhecendo que o Lindley  deveria ter um tratamento  “especial”, afinal todos os envolvidos sabiam que  ele não praticara qualquer crime, pois não se achou qualquer madeira (pau brasil) no seu  brique, como se admitir que  em uma prisão, porque ele estava mesmo na prisão, e não em um hotel de baixa categoria, ele era prisioneiro e não hóspede, pudesse  ter acesso a bebidas alcóolicas, e não só, além de  ter isto nos seus míseros aposentos,  também, embora a isso fosse obrigado, compulsoriamente, dividia  o álcool com os oficiais que deveriam estar ali  como autoridades que eram, para, inclusive,   salvaguardar a vida  do  próprio prisioneiro e dos demais presos?

O tratamento especial que era dado aos “grandes” da localidade. Não interessa o motivo pelo qual essas pessoas foram presas, e a diferença do que era dado aos presos de menor importância a exemplo dos membros da tripulação de Lindely. As atrocidades que eram cometidas em nome da justiça.

Os cargos ocupados pelos novos prisioneiros mostram como a atividade pública era imbricada com a atividade particular (negócios), confundindo-se até. Observem ainda que, as autoridades (senadores, juiz ordinário, tesoureiro) foram presos porque desobedeceram a ordens que determinavam uma regulamentação do comércio da farinha.

Lindley com a sua tripulação já estavam no cárcere há 3 meses, vide que a prisão se dera em julho, e já era setembro sem que nada se resolvesse.

Mas os demais padecimentos do inglês (que não pararam por aí) ficam para uma próxima oportunidade, porque o texto ficaria muito longo e aborrecido, porque acho sempre que a injustiça apesar de nos trazer indignação, de tanto ser repetida, se torna aborrecida, parece que triunfa diante da legalidade, e passa a ser uma “normalidade”, o que não quero passar para quem se dá ao trabalho de ler esse texto, que faz parte da história do nosso Brasil, embora uma página lamentável dela.



[1] LINDLEY, Thomas. Narrativa de uma viagem ao Brasil, Londres, 1805. Brasiliana, Vol. 343, Direção de Américo Jacobina Lacombe, trad. Thomaz Newlands Neto, São Paulo, Cia Editora Nacional 1969

 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

MAIS BOLSAS -NECESSAIRE, etc

 







Agora é o Censo; ou será falta de Senso?

Estou aqui em casa, o dia é chuvoso, estou na rede e olho as minhas plantas balançando os seus galhos a cada pingo de chuva que cai sobre elas. Gosto de olhar a chuva cair, gosto sim, mas, ao mesmo tempo que gosto disto, fico pensando em quantas pessoas devem estar a pedir que esta mesma chuva pare, porque ela pode lhes causar prejuízo, dores, até mesmo mortes. Fico entediada e penando como a vida é dicotômica. O que pode ser prazer para um, como é o meu caso, pode ser uma tormenta para outrem.

A chuva aumenta e o meu pensamento divaga; volto ao passado, à minha infância: lembro que, quando criança, lá na nossa casa em Camaçari, uma chuva desta era motivo de muita alegria; primeiro porque não precisaríamos encher os tonéis de água naquele dia e até, dependendo da quantidade de chuva, por um dia ou mais. A responsável por encher o tonel era minha. Eu tinha de carregar mais de 20 latas de água, daquelas quadradas de tinta, de uma fonte que havia no fundo do nosso quintal, a fonte não era nossa, era pública, todos dali da região utilizavam água daquele poço.  Essa fonte distava da minha casa uns 500m ou mais um pouco. Era uma boa caminhada para ser feita com uma lata de água na cabeça. Eu precisava fazer a caminhada por umas 20 vezes, no mínimo, não era uma coisa fácil, mas obrigação era obrigação, e esta era a minha, todos os dias, durante todos os dias do ano, sem direito a descanso semanal, feriados, etc.  Eu não reclamava, pois se assim o fizesse ainda podia ser castigada, e, ou apanhava, ou então seria de mim tirado algum mínimo prazer que tivesse, como por exemplo conversar, na boquinha da noite, com os meninos e meninas da minha idade até as sete da noite.

Bom, mas eu estava falando do dia de chuva.  O segundo motivo para a alegria com a chuva era a festa que fazíamos, ah, que maravilha a inocência! Ali alegres, só pensávamos em nos deixar molhar pela água da chuva, disputar a água mais grossa que descia da bica formando um grande chuveirão, ficávamos pulando embaixo da chuva, chutando a água empoçadas nas poças formadas pela água no chão. A água ficava escura e nós nos sujávamos todos de lama, lama que, em poucos minutos, desaparecia da roupa por força da própria chuva.  Passávamos horas embaixo da chuva, as vezes aproveitávamos para lavar a própria casa, aproveitando a água da chuva. Era fantástico, e sequer nos passava pela cabeça que, logo embaixo da nossa casa, uns três km mais abaixo, havia um riacho, que se transbordasse, atingiria todas as casas que ficavam alrrededor dele.

Com este pensamento volto ao aqui e agora: a chuva continua caindo, as palhas do coqueiro embalançam, penso como lúdico é tudo isto, e me vem à cabeça que esta poderia ser uma chuva cósmica com poderes de, com os seus pingos, limpar tudo, afastar este maldito vírus, que aqui no Brasil provoca tantas divergências, tantas barbaridades jurídicas, tantas questões políticas, tantas interferências na nossa liberdade.

O corona vírus aqui no Brasil serviu para, mais uma vez demonstrar, como são os oportunistas de plantão, que se aproveitam de uma catástrofe como está para se promoverem, para enriquecerem ilicitamente, para aparecerem politicamente a qualquer custo. Esses miseráveis criticam toda e qualquer ação governamental, sem, entretanto, apresentarem quaisquer soluções que possam ajudar a vencer este flagelo. Apontam erros em tudo, e, esquecem dos seus próprios erros, vide que alguns dos grandes críticos do governo, são, em menor escala, administradores de estados. Esses miseráveis demonstram toda a capacidade que tem de tomar medidas totalitárias, que visam a dominação da população que “pensam comandar”. Vemos, a cada dia, medidas de jaez ditatoriais proibindo a liberdade do cidadão, ferindo, sem qualquer pudor, o Art. 5 da Constituição Federal, o quanto pior, tudo isto com a “autorização” do STF, que sem nenhum escrúpulo, sem nenhum respeito ao povo, dão poderes a esses miseráveis governantes, afastando qualquer ingerência local ao Governo federal. O mais interessante é que, no que tange as medidas a serem tomadas, o governo federal está fora, proibido de qualquer atividade, mas quando se trata de dinheiro e de fornecimento de material, aí sim o governo federal é que é o obrigado.

É inacreditável o que vem acontecendo aqui no Brasil. Os senhores do supremo, os deuses do Olimpo brasileiro, se metem em tudo, obrigam os demais poderes a fazer o que determinam, infringindo descaradamente as atribuições dos demais poderes. Viraram os ditadores brasileiros, parecendo haver uma disputa interna na corte para ver quem consegue determinar a medida mais interventiva e ditatorial.

Agora, Marco Aurélio determinou que o governo   faça o censo de 2021, que havia sido suspenso por força da própria Covid, pois se precisamos de todo o dinheiro disponível para combatê-la, o gasto com o censo seria economizado em seu favor, mas o Ministro, sem observar nada disto, e fazendo política, atendendo, mais uma vez aos partidos que não tem qualquer força política no congresso, atende aos seus pedidos em detrimento de tudo.

O interessante é que, ao mesmo tempo que o STF  ratifica as atitudes dos  administradores locais no que tange às medidas de restrições, que chegam mesmo a decretar toque de recolher, restrições a liberdade de ir e vir, aplicação de multas, enfim, barbaridades contra o povo, é o mesmo STF que, contraditoriamente, determina que o censo seja realizado, o que significa expor os agentes, que vão trabalhar na pesquisa,  ao Covid, porque  esses agentes vão ter  de entrar  nas casas de todos os brasileiros para fazer as perguntas necessárias, expondo-se e expondo  as famílias. Observemos bem: se um dos agentes estiver contaminado e ele for responsável por vinte ou mais casas por dia, ele poderá transmitir o vírus a, no mínimo, 25 pessoas diferentes, esses, por sua vez, pode contaminar uma quantidade imensa de pessoas, desde a família, aos vizinhos, colegas de trabalho, enfim. Não percebo como um ministro do supremo pode saber mais que um especialista, e, como deuses que estão acima de tudo e todos, resolvem que tem solução para tudo, sem se importar com orçamentos, com planos do governo. Não se preocupam nem um pouco com as metas estabelecidas pelos demais poderes, metas essas que foram estudadas, trabalhadas, acordadas, planejadas. Tiram a autoridade do presidente para, logo depois, cobrarem dele atitudes que eles mesmo impediram, com as suas decisões, que ele tomasse.

Certamente isto vai mudar, precisa mudar: não suportamos mais que esses onze deuses nos imponham o que eles politicamente, acham corretos. Somos uma Nação, temos uma Constituição, que, apesar de ser todos os dias vilipendiada por esses falsos deuses (mais para diabos que deuses), vai prevalecer e, como a chuva que ainda cai neste momento, eliminará este vírus mais maléfico de que o vírus chinês.


domingo, 25 de abril de 2021

Será que estamos falando de Justiça?

 

             Depois de tantas e tantas decisões do STF, decisões quando pouco “esdrúxulas”, comecei a pensar na justiça e lembrei-me do trabalho que fiz sobre a Aplicação da Justiça aos indígenas na colônia de Moçambique, que foi o  tema da minha tese de doutoramento.   À época, tive que recorrer aos arquivos, principalmente o da Assembleia da República, pois tinha que entender os motivos que levaram à criação da lei,


“No
período da discussão das bases da Constituição Política da Monarquia Portuguesa, se pode notar o caos em que se encontrava o país como um todo, e em particular, a justiça. Nas cortes discutia-se a adoção do sistema “tripartite” e o princípio da igualdade de todos os cidadãos perante a lei com a consequente extinção dos privilégios pessoais de foro nas causas. O relatório apresentado por Fernandes Thomaz, na sessão da Cortes Constituintes dos dias 2 e 5 de fevereiro de 1821 solicitava que uma medida urgente fosse tomada em relação à administração da justiça, tendo em vista a situação de escândalo em que ela vivia:[1]

[...], Mas vós não ignorais, Senhores, que o meio de conservar o povo em socego He administrar rectamente a justiça. O poder da lei He o único poder respeitável porque delle vem toda a auctoridade do governo, a sua força e segurança.

Em Portugal o arbítrio dictava muitas vezes a decisão do Magistrado, porque elle o podia fazer sem responsabilidade. Nesta ordem há como nas outras grandes abusos, mas nenhuma precisa talvez de ser reformada, nem com mais promptidão, nem com mais cuidado. O escândalo He geral e geral deve ser em conseqüência a satisfação e a emenda [...] com tudo He preciso dar nova forma aos juisos e às instancias: He preciso facilitar por todos os meios e por todos os modos a prompta administração da justiça. Se Ella He indispensável na ordem social para fazer a felicidade do cidadão, porque há de elle vir tão longe buscar a decisão da sua demanda? Porque não há de o fraco achar em seu auxilio contra o despotismo do poderosos a auctoridadeda ley, no mesmo lugar em que Ella foi ofendida.[2]

 

Esta situação de escândalo, de acordo com o deputado Barreto Feio, que apelidava a justiça de “monstro”, residia, segundo ele, no fato dela “tender sempre para a arbitrariedade; e por mais que se procura contela, toma o freio nos dentes, investe contra os mais sagrados direitos do cidadão, roubando a uns a honra, a outros a vida, a outros a propriedade.” [3] 

Ainda na sessão de 03.02.1821 o Senhor Rebello se pronunciava em relação à tripartição dos poderes:

Nos, Senhores, fomos coloccados neste Augusto Congresso para mover o espaço e as balizas que separão o Poder Legislativo e Executivo, a confusão destes poderes foi talvez quem produziu essencialmente desgraças publicas, que fizerão necessária a reunião deste Augusto Congresso. As Cortes tem nomeado uma Regencia para exercer em nome de S. Majestade o Poder Executivo, tem reservado para si o Poder Legislativo e a Suprema Inspecção sobre o Poder Executivo. [4]

Também a Carta de 1826, não foi suficiente para que a estrutura do judiciário fosse modificada, seja na Metrópole, seja no Ultramar, tanto é assim em 1832 foi editada a lei que regulamentava a Justiça Portuguesa. Mouzinho da Silveira, na introdução do Decreto nº 24 de 16 de Maio de 1832 e de dois outros que o acompanhavam, Decretos de 18 de Maio – Reforma da Justiça dos Órfãos e o de 19 do mesmo mês, fixando a competência e o funcionamento do Supremo Tribunal de Justiça, dizia que a separação entre as funções de administrar e julgar foi a maior descoberta do século e, por isso mesmo, urgia a sua observação em Portugal.

E é assim que na introdução do Decreto nº 24 de 16 de Maio de 1832 e de dois outros que o acompanhavam, ele dizia:

Senhor! A mais bela e útil descoberta moral do Seculo passado foi, sem dúvida a differença de administrar, e julgar; […]. Sem tratar precisamente das questões de jurisdição contenciosa, posso dizer com verdade, que entre os Portuguezes nunca foi bem definido, e por isso nunca bem sabido, o que podia fazer um General, e um Juiz; um Eclesiástico, ou um Capitão Mór: attribuições diferentes eram dadas indiferentemente, e sobre o mesmo indivíduo eram acumuladas jurisdicções não só incompativeis, mas destruidoras umas das outras […].[5]

            Mouzinho[6] referia-se à separação de poderes do Estado: Judiciário, Executivo e Legislativo, (art. 30º da Constituição de 1822) [7], e com tal decreto confirmava-se independência do Judiciário português, que passou a ter a seguinte organização: na capital do reino, e com jurisdição em todo o território nacional e no Ultramar, funcionaria o Supremo Tribunal de Justiça dividido em duas secções (civil e criminal), com composição de um presidente e oito conselheiros; nos círculos judiciais (reino e ultramar) haveria um Tribunal de segunda instância formado por um presidente e seis juízes. Os círculos judiciais seriam divididos em comarcas em que funcionaria um Juiz de Direito e os competentes jurados. Cada Comarca compreenderia julgados em que funcionaria um Juiz ordinário, e se os julgados fossem divididos em freguesias, nestas, haveria um juiz de paz. Os membros do Supremo Tribunal, os Juízes da Relação e os de Direito seriam de nomeação governamental, os juízes ordinários e os de paz seriam eleitos. (art. 178º) [8].

Este decreto continha não só normas a respeito do Judiciário, bem como relativas ao Ministério Público, designando as suas competências específicas, e indicando como a sua autoridade máxima o Procurador Geral da Coroa, que funcionaria junto ao Supremo Tribunal de Justiça, seguindo-se-lhe os Procuradores Régios junto às Relações, os delegados do procurador régio junto aos juízes de direito de primeira instância e os subdelegados do procurador régio junto aos juízes ordinários, estabelecendo, ainda, que ao Ministério Público competia: a) representar a sociedade nas causas, principalmente as criminais; b) intervir nos pleitos das pessoas a que o Estado devia proteção; c) funcionar nas questões referentes à fazenda nacional. 

A preocupação de Mouzinho da Silveira em relação às autoridades que administravam a justiça era pelo fato de que essas, muitas vezes, estavam comprometidas com muitas outras situações dentro da província, o que lhes retirava, até mesmo, a própria idoneidade moral para realizar os julgamentos:

 “Era um absurdo que as Camaras dependessem dos Generaes, que os Juizes fossem fornecedores, e que os Eclesiasticos fossem administradores e às vezes Soldados; era absurdo que a lei exigisse dos Magistrados conhecimentos locaes, e ao mesmo tempo os retirasse, quando começavam a adquiri-los; e era absurdo que os Militares chamassem os Julgadores, e os reprehendessem por maus fornecedores; e era absurda tanta cousa, e tanta, que a sua enumeração formaria um livro, e não um Relatório.” [9]

Vê-se, pois, que a inquietação de Mouzinho tinha razão de ser e a atualidade dessas reocupações continua nos inquietando, aqui, no nosso Brasil.

Pois é,  as citações acima  parecem  atuais, parece que elas estão em discussão, hoje, no nosso Congresso, para que efetivamente  seja cumprido o que determina a Constituição Brasileira, no  que se refere à separação dos poderes. O que vemos acontecendo aqui neste país: o poder Judiciário que deveria ser exatamente o poder do equilíbrio, da completa moralidade, da imparcialidade, vem se amesquinhando a cada dia, cada dia mais político, mais vulnerável aos interesses dos seus componentes, que sequer se acanham em determinar que chefes de outros poderes “lhe obedeçam”. Dão ordens como se estivessem em uma sala de aula tratando com meninos aprendizes.  Onde isto vai chegar não sei, mas há que se tomar uma posição, não dá para continuar assim.

Esta semana que passou, algumas decisões estarreceram a todos:

a)      Determinar que o Presidente da República explique o motivo de tantas ações contra jornalistas:

b)      Ordem para que o Presidente da Câmara informe o motivo pelo qual não dá andamento aos pedidos de impeachment:

c)      Determinando a criação da CPI da Covid no Senado Federal:

d)      Prazos para autoridades aprovarem vacinas:

e)      Anulação de trechos do decreto do Governo em relação s armas:

f)       48 horas para o governo explicar ausência de custeio de leitos de UTI em SP; dentre outras.

 

                Estou desconfiada que os Ministros do Supremo não tem mesmo que fazer, porque se tivessem não estavam, como vem sendo, manipulados pela mídia e por partidos  políticos sem representatividade  no Congresso,  para alcançarem objetivos que jamais conseguiriam  nas devidas casas a que pertencem.

            Quanto pior, assistimos inertes o Supremo dar foro de ilegalidade a atos praticados na maior operação que este país já teve contra a corrupção, livrando o bandido de estimação deles, e mais que isto, oferecendo um espetáculo de parcialidade aos quatro cantos do mundo, pois o julgamento pode ser visto por tantos quantos sintonizassem no canal da TV !, com a mesma desculpa da incompetência.

               Onde estamos? Onde estamos. O Alexandre, querendo tirar leite de pedras, mais uma vez prorroga o Inquérito do Fim do Mundo, atenta contra a moralidade desse país, faz o que quer, virou um DEUS-XERIFE, e nada acontece.

             Acordem senhores senadores, não temais nada, é necessário que a corte volte a ser a Corte Constitucional do País, que ela volte a cumprir a sua finalidade, que é ,através da constituição e do seu cumprimento, salvaguardar os direitos dos brasileiros, manter intacta as suas liberdades, que lhes é assegurada constitucionalmente.

              A Corte tem de voltar a ver o Art. 5 da Constituição Federal e todos os seus Incisos, não pode, ao bel prazer de um Ministro, criar tipos  penais inexistentes no nosso código penal, criar figuras processuais também inexistentes do ordenamento jurídico.  Chega, não aguentamos mais.

            Sim, precisamos da Justiça, como disse o deputado português, é ela que nos assossega, e ela que nos dá a certeza de que o nosso direito será respeitado, se confrontado.  Não podemos viver essa insegurança jurídica que leva à total descrença no judiciário. O que os senhores pensam ministros?  Acham que essas bizarras decisões que estão tomando ajudam a melhorar o pais? Claro que não podem achar isto, vocês estão afastando investimentos, suas decisões estapafúrdias  deixam os nossos investidores de orelha em pé: ninguém em sã consciência  vai  colocar dinheiro neste pais, que tem uma corte que aprova a impunidade, luta em favor dos bandidos, prende jornalistas e deputados, quer amordaçar a mídia que  lhe critica,  apenas e tão somente por isso.  Uma Corte que tem dois pesos e duas medidas, dependendo de quem figure como parte no processo.

            Então o  Ministro Alexandre de  Moraes juntamente com o Ser Toffoli podem abrir “um inquérito”, eles próprios, sem  queixa, sem denúncia do ministério público, enfim, sem a justiça ter sido acionada, mas o presidente da República não pode  acionar os seus detratores, os que lhe ofendendo religiosamente em todas as oportunidades, lhe pecham de “genocida”  de assassino, de irresponsável”, pedindo inclusive explicação sobre o “direito de ação” que é assegurado a todo cidadão, quanto  melhor, ao presidente da República ofendido no exercício das suas  funções.

            Acordem Ministros, que ingerência é essa na nossa Nação! Vocês não estão aí para isto.  Mirem-se no espelho do Deputado Português e entendam para que serve a Justiça, para que aceitamos a divisão tripartite de poderes. Façam a sua parte, parem de incentivar tanta maldade contra um Presidente que, até aqui, não praticou nenhum ato de corrupção, um homem que constantemente lembra que a constituição brasileira é a sua guia, que fala em liberdade, igualdade, que enaltece os princípios morais, a família, a liberdade, a Deus, e tantos outros valores que  são visíveis em cada  um dos seus gestos ou pronunciamentos.

               Se ele dá palavrões, qual o problema? E os erros de português de Lula, a presença em atos solenes visivelmente embriagado, chegando mesmo a aparecer “mijado” em lugares públicos, Que dizer da Dilma “Anta”, nos seus discursos sem pé e sem cabeça.?

                Como aceitar que vocês não permitiram, até o momento, quebrar o sigilo dos telefones do homem que tentou matar o Bolsonaro? Que tipo de brincadeira é esta?  Então o Ministro Alexandre de Moraes, o Xerife, pode mandar entrar na casa de deputado federal após as oito da noite, prender o cidadão, tomar-lhe os celulares e não pode mandar quebrar o sigilo do tal do Adelio? O que ´isto?  Que tipo de proteção com este homem é este? Estão com medo de que? 

               Vocês que aceitam gravações Haqueadas (acho que deve ser assim que escreve”, usando-as para tirar da prisão bandidos, comprovadamente bandidos, criminosos, e estão com desculpas  para  abrir este sigilo.

                 Tomem vergonha, eu se fosse qualquer um de vocês estaria com vergonha de me olhar até no espelho, aliás, vocês próprios se se olhassem mesmo tomariam sustos, porque iriam se vir como realmente vocês são, além de feios na sua grande maioria, poderiam ver as suas áureas negras, querendo, até elas, afastarem-se de vocês.

                 Que vergonha meu Deus! Que vergonha:  e pensar que defendi com unhas e dentes o Judiciário, brigando com tanta gente que duvidava da moralidade, da ética, da correição dos membros do Judiciário, o que fica  muito difícil, senão impossível, quando  um Ministro do Supremo, em alto e bom som, condenando  a operação lava jato, afirma:

“que há avaliações diferentes com relação a esta operação lava jato, há por exemplo um estudo  da Professora Rosa Maria Marques da Pontifícia Universidade de São Paulo (...) que monstra que a Operação provocou um desmantelamento de importantes setores da economia nacional, principalmente a indústria petrolífera (...) (...) este estudo mostra também  que se estima que a Lava Jato retirou cerca de cento e quarenta e dois bilhões da economia  brasileira, ou seja a operação  produziu três vezes mais  prejuízo econômicos do que aquele que ela avalia ter sido desviado com a corrupção, isto fora os milhões de desempregados que esta operação causou (...) (...)ouça as mensagens, o que nos dizem a mensagem, que os procuradores de Curitiba estavam acertando, clandestinamente, negociações com autoridades estrangeiras(..).  podem ser ilícitas Mas enfim foram amplamente veiculadas, e não foram adequadamente contestadas(...)” (grifo nosso)[10]

            Depois de uma declaração dessa que mostra, sem sombra de dúvida de que lado o Julgador parcial está, tão parcial que sugere que era melhor o pais ter ficado, como sempre esteve, no mundo da amoralidade, da ilegalidade, da corrupção, de que se ter descoberto toda a falcatrua em desfavor da economia do país.  Olhe, a única expressão que cabe aqui é: PUTA QUE PARIU!

 

 



[1] MARTINEZ, Esmeralda S.  Uma Justiça Especial para os Indígenas – Aplicação da Justiça em Moçambique (1894-1930), Ed Dialética, Belo Horizonte, Setembro/2020

[2] Diário das Cortes Geraes e Extraordinárias, nº 07 de 05.02.1821, pág. .39

[3] Idem, nº 13, de 12.02.1821, p. 81

[4] Ibidem, nº 05 de 03.02.1821

[5]Collecção de Decretos e Regulamentos publicados durante o Governo da Regência do Reino estabelecida na Ilha Terceira, 1836, p.59

[6]Mouzinho da Silveira. Ministro e Secretário dos Negócios da Fazenda e Interino dos Negócios Eclesisasticos e da Justiça, condição em que editou as portarias acima identificadas que introduizram modificações relevantes no sistema Judiciário Português.

[7] MIRANDA. J. (1976)

[8] Collecção de Decretos e Regulamentos publicados durante o Governo da Regência do Reino estabelecida na Ilha Terceira, 1836, p.59.

[9] Idem.

[10] Parte da fala do Ministro Levandovisky, na sessão Plenária dia 22 de abril de 2021, quando do Julgamento da Suspeição do  Juiz Sergio Mouro.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Surpresa !!! - O Supremo ataca outra vez

Ontem dia 09 de março de 2021, um dia escuro e obscuro que nunca será esquecido.  Já estava eu perplexa com o que aconteceu no dia anterior, quando o Ministro Fachin resolveu, após longos anos, acatar o pedido de Lula da Silva, a nossa maior vergonha nacional, e declarar a incompetência do Juiz Sergio Moro para julgar os processos em que ele, o ex presidente, comprovadamente criminoso, foi réu na Lava Jato. Não vou discutir a incompetência, até porque não tem cabimento, o Ser Fachin, que deveria ter se declarado suspeito para quaisquer desses processos por ser reconhecidamente um militante político petista, os vídeos estão aí para quem quiser ver e ouvir, não dá para esconder e nem desdizer o que foi dito, não deveria fazer qualquer julgamento. A Incompetência não existe porque todos os crimes praticados, comprovadamente praticados por Lula e todos seus quadrilheiros, estão fartamente comprovados, e eles estão intrerligados aos crimes que foram apurados e identificados pela Lava Jato em Curitiba não há volta em relação a isto. Todos viram, todos acompanharam, todos os brasileiros tiveram acesso aos depoimentos dos outros condenados que assumiram as suas faltas, porque diante do cabedal de provas não existia nenhum argumento passível de apagar as evidências. O único inocente na história, segundo ele próprio, foi o Lula, que até o momento não explica os bens que possui, a fortuna acumulada por seus filhos, a vida de “empréstimos de amigos”, aliás com as benesses que eles receberam acho até que fizeram pouco, só um sitiozinho, uma reforma em um apartamentinho, um terreninho para o instituto lula, muito pouco, pouco mesmo, para quem foi tão benevolente.  Bom, mas está feito e vamos ter de aguardar que o recurso seja julgado, aliás, espero mesmo que a Procuradoria da República recorra, para que a desmoralização da nossa Justiça não seja maior do que já está. O pior é que o recurso será julgado pelo mesmo Supremo Tribunal Federal, que tem não só esses de quem venho falando, como também: Barroso, Alexandre de Morais. Que Deus realmente nos guarde!

Pois então, após essa decisão do Sr Fachin, o Sr Gilmar Mendes, para não ficar atrás, decide, um dia após, julgar a suspeição do Juiz Sergio Moro, sim, aquele homem que teve a coragem de meter o dedo na maior quadrilha que o Brasil já teve, acho que nenhum outro momento da história do Brasil se viu tanta falcatrua, tanto desvio de dinheiro, tanta canalhice, roubalheira, enriquecimento sem causa, prevaricação. O maior toma lá da cá da história poderia terminar com a atuação honesta do Judiciário.  Parcialidade? Por que parcialidade? Por que o Juiz da causa falava com os procuradores que estavam no caso e participavam de todos os atos processuais, aliás, obrigatoriamente por dever de ofício? Por que deixou o Judiciário para participar do Governo do País, por que foi convidado pelo Presidente atual para ser Ministro da Justiça? Sabemos, hoje, que o Bolsonaro não fez a melhor escolha, realmente não fez, os fatos ocorridos falam por si só, mas daí a dizer que o Juiz à época agiu com parcialidade para prejudicar o “santo Lula”, vá a porra, é querer mesmo tampar o sol com a peneira.  Quem deveria estar sendo, no momento afastado desse julgamento estaparfúdio, porque o recurso devia ter morrido no nascedouro, eram os Senhores Gilmar Mendes e o Levandovisky, esse último que teve a “gloriosa” participação no impeachment de Dilma, quando  atropelando a Constituição Brasileira, criou norma  contrária a mesma, para  deixar a Dilma com os direitos políticos preservados depois de um processo de impeachment! Esse sim, também mais um parcial, aliás cumprindo devidamente o seu papel, pois afinal ele é ministro graças à intervenção da vizinha Dona Mariza, segundo às más línguas, que pediu a Lula para que ele fosse Ministro do Supremo Tribunal Federal, acreditem gente, é por aí. Como uma pessoa que tem uma intimidade dessa com uma família pode julgar processo em que um dos membros da família é parte.  Impossível, mas ele não esconde não, faz questão de declarar publicamente o seu agradecimento sem qualquer constrangimento. Quando um homem chega a dizer que Lula foi tratado pior que um animal quando foi preso, puta que pariu! Ainda bem que a televisão estava lá e mostrou a todos os brasileiros, petistas ou não, como o Senhor Lula da Silva àquela altura CONDENADO, usou politicamente a sua prisão, fez comício, ficou bêbado, fez a polícia federal de imbecil, lembrem-se que eles tiveram de aguardar horas para que, o bêbado, o condenado, quisesse “se entregar”. A palhaçada foi enorme. Eu chego a achar que eles (os ministros) estão com problemas mentais causados pela “velhice”, preciso acreditar nisso.  Pois é, os parciais não se deram por suspeitos e “descaradamente” na presença de milhões de brasileiros, querem desconstituir uma sentença processualmente, sim processualmente , porque os fatos já não podem voltar atrás, estão comprovados, e ainda que eles consigam o seus intentos, o que não acredito, pois deve haver alguma dignidade e imparcialidade aliada à moralidade e responsabilidade  ao Ministro Castro Nunes, não porque ele foi indicado pelo Bolsonaro,  e sim porque ele foi Juiz de Tribunal que já julgou alguns processos da lava jato, e sabe, perfeitamente, que o Superior Tribunal de Justiça , apesar de provocado pelo condenado Lula, afastou tanto a suspeição quanto a incompetência, aliás, ambas também  afastadas  no Supremo Tribunal Federal, esse mesmo que agora, por uma de suas turmas que se desdizer, se auto desmoralizar, colocar o nosso pais  no rank dos piores do mundo quando se trata de aplicação da justiça.  O Senhor Gilmar, para quem não sabe é dono de uma escola de direito: Como serão os advogados formados por essa escola?  O que serão eles capazes de fazer com tamanho exemplo de parcialidade, de canalhice, de amoralidade?  A OAB devia tomar uma providência, mas com ela não se pode contar, porque o seu presidente é, também, parcial quando se trata do Sr Lula da Silva; pois não é que o homem em todos os seus discursos, que deviam ser proibidos, não esconde a sua ideologia. Não precisamos disso nesse país, o presente da OAB tem de defender os interesses do país, dos advogados, dos direitos humanos.  Faz exatamente ao contrário.  Pois é, falei em direitos humanos e isso me faz lembrar exatamente que essas decisões dos ministros do supremo desrespeitam os direitos humanos, porque o que fizeram os participantes da quadrilha comandada pelo ex presidente senão atentar contra os nossos direitos humanos, nosso direito à educação, saúde, habitação, dignidade?  Com o dinheiro que eles surrupiaram do país, eu   eles desviaram para os seus próprios bolsos, quantas crianças estariam com a sua educação assegurada, quantas unidades de saúde poderiam ter sido feitas, quantas e quantas casas poderiam ter sido construídas?  Como justificar esse desvio e esse atentado contra as nossas vidas.  Chamam o   Bolsonaro de genocida, não sei bem qual a razão, porque nada que eles falam me levam a encontrar no presidente este qualificativo.  A Saúde está um caos porque esse país resolveu que era melhor fazer estádios de que escolas e hospitais, porque para imagem do Brasil no exterior era muito importante que o país sediasse os dois eventos: a copa do mundo e as olimpíadas, pois então: quem na verdade é genocida, quem está lutando para moralizar esse país, ou quem, para favorecer aos afilhados distribuiu as obras para esses dois eventos com as construtoras que pagaram as grandes propinas a quem os favoreceu com essas obras? Olhe! me façam uma garapa. Pois bem, o processo esteve com vistas com o Senhor Gilmar Mendes por dois anos.  Os votos de Fachin e da Ministra Carmem Lucia já estão no processo há dois anos, mas o senhor Gilmar Mendes vem agora, e coloca em pauta num momento em que se discute exatamente quem será o candidato do PT à presidência da República. Quer mais parcialidade de que essa?  O homem quer fazer Lula participar da corrida eleitoral novamente, nós, que já estávamos pensando que estávamos livres da maior quadrilha existente nesse país, nos vemos agora na eminência de ter de engolir o bêbado com a sua voz nojenta, com seu aspecto asqueroso, com sua cara de porco nas telas das tvs. Não merecemos isso, não merecemos ver esse homem fazer-se de vítima diante de uma sociedade que foi martirizada, espoliada, vilipendiada, desrespeitada por ele mesmo e sua quadrilha.  Não podemos permitir isso, temos literalmente de lutar pelos nossos direitos, e um deles é esse: ver afastado da vida nacional política os ladrões, os corruptos, os meliantes.  Estou atônita, incrédula, perplexa. Por que o Senhor Gilmar Mendes não colocou em pauta isso antes?  Medo?  Talvez, porque em dia normal, sem pandemia, ou melhor, sem lockdown preparado exatamente para que manifestações não ocorram, ele talvez tivesse de viver para sempre no seu gabinete. A multidão não ia deixá-lo sair, com certeza Esses dois homens estão afrontando a sociedade inteira, estão desmoralizando o país.

Em nenhum momento eles pensaram na sociedade brasileira,  o que eles tem obrigação de proteger, porque antes de qualquer satisfação a quem quer que seja, eles precisam respeitar o povo, eles só existem porque o povo existe, mas eles, por causa de uma porção de apaniguados  recíprocos, esquecem a sua verdadeira função, que é proteger o povo brasileiro  das ameaças e das ofensas aos seus direitos constitucionais, que só podem ser garantidos  quando cada poder cumpre a sua obrigação, um fiscalizando o outro, para que  a república  exista, continue sendo respeitada e o estado de direito  não seja lamentavelmente  ofendido, vilipendiado, como estamos vendo com todas as decisões  dos senhores ministros do STF, que se arvoram  a donos do Brasil fazendo  da nossa corte constitucional um palco de horrores e vaidades e um palanque político.

Pois é, os senhores ministros resolveram afastar a pecha de “acovardados”, com a qual foram contemplados pelo mesmo homem que julgam, agora, ter sido vítima da justiça praticada por um homem que não se acovardou diante de todas as pressões e constrangimentos que passou, enquanto dirigia a maior limpeza moral feita nesse país.