sábado, 28 de maio de 2011

Anônimo

O que significa anônimo? Anônimo – sem nome- do   grego “a” sem + “onoma” nome

Hoje em dia, nas telecomunicações – aquele que quer manter uma identidade escondida de terceiros.

Alguém que, deliberadamente esconde a sua identidade.

Um sem- vergonha, safado, mentiroso, aquele que não tem coragem, tem vergonha da sua própria condição, da sua incapacidade, da sua não coragem.

Para mim, anônimo, na perspectiva que estou analisando, é sinônimo de “covarde”. Covardia significa ter medo de: a) tomar alguma atitude que pode ter reflexos em si mesmo; b) não opinar para não ter o desprazer ou a obrigação de se justificar; c) não ter razão, mas, ainda assim, mesmo sabendo que não a tem, até pelo próprio desconhecimento do assunto, fazer críticas; d) esconder-se atrás da própria insignificância, porque o anonimato é “útil” para aqueles que significam, e sabe que são “ nada”, uma coisa que não tem valor, um “não ser”, e “um não estar”, que nunca vai conseguir “ser”, é um “não ontológico”; ontologia para quem não sabe, trato do que é, do ser, portanto, o anônimo jamais participará da existência. O ser é, está presente, se mostra não se esconde através de “um não ser”, um “nihil” (esta eu deixo para o anônimo descobrir, se capacidade tiver para saber o que é; o que duvido, pois quem não existe não pode mesmo saber “nada”

Os “anônimos”, que são covardes por natureza, até podem tentar mostrar-se, minimamente “inteligentes”, ou melhor, pensam que estão demonstrando cultura e inteligência, mas como atribuir tais capacidades para quem “não é”? Por isso mesmo, por ser desprovido da capacidade de discernimento e desprovido de uma parte do cérebro, aquela que guarda a massa encefálica, aquela responsável pelo se ser o que “se é”, não pode ser.

O cérebro de um anônimo, um “não ser”, certamente igual ao que um dia, quiseram “aqueles que eram” ou pensavam que” assim o eram, superiores, é primitivo; Brocca, Lombroso, Beccaria, este último, apesar de considerar a inferioridade, teve o êxito de “humanizar” o tratamento aos delinqüentes, aqueles que eram considerados assim pelos caracteres físicos, mui principalmente a forma da caixa craniana.

A primitividade poderia ser levada em consideração no julgamento dos “criminososos”, aqueles que o eram pela própria “selvageria” pelo meio em que viviam, por comportar-se de acordo com os seus próprios costumes, e, por isso mesmo, porque diante deles, não poderiam considerar a natureza criminosa dos seus atos, porque o ato era comum aos de sua  “raça”.

Esses ilustres homens acima citados não eram covardes, não tiveram medo de expor as suas idéias, combatidas na época, e até certo ponto aceites, mas, a exemplo de Lombroso, admitiram os erros das suas teorias e, corajosamente, tornaram isto público. Infelizmente, nem todos agem ou agiram assim, alguns, e isto falo da atualidade, tem medo e vergonha dos seus próprios argumentos, são ilógicos por excelência, e, por isso mesmo, são “incapazes de discernir”, de entender, de “assimilar”, qualquer tipo de conhecimento que outro traga e que irremediavelmente contrarie os seus, historicamente comprovado, até por documentos por os da sua própria “raça” produzidos.

Não sabem, e como não sabem, apesar de Sócrates, não o português, porque este não vale a máxima socrática do “só sei que nada sei”, porque ele, muito mais tendente para o “sofismo”, “sabe” de inverdades que são tidas como verdadeiras e servem de pressuposto de “validação” de uma grande “verdade” sofistica, criticam os que tem, minimamente, conhecimento de alguns assuntos, não de ouvir falar, mas porque para isto estudaram e se dedicaram anos a fio.

Porra! Não sei mesmo se um anônimo deve valer tanto, para que tanta coisa para dizer a um não ser que ele se convença que “não é”? Para que justificar a existência do que não existe? Que grande “merda” esta minha perda de tempo em discutir o “não ser”, o “não saber” o “não estar”. Sim, porque aquele que não é não pode ocupar qualquer espaço.

Bom, mas “eu sou” e “estou”, e procuro desesperadamente saber, tanto quanto posso, e por isso chego a incomodar até mesmo “um não ser”, que pelo desconhecimento de tudo, da história, não aquela inventada para cobrir de méritos atitudes insólitas, duras, racistas, desiguladoras, atrás de um princípio, ele mesmo criado para justificar todos os atos corretos, ou não, que foi nominado como o da “missão civilizadora”.

Na verdade, o “não ser” até por isso é covarde, tem medo de se saber participante de uma história não muito abonadora, história mostrada pelos próprios documentos produzidos pelos tidos como heróis civilizadores, história poderosa, capaz de alimentar, até hoje, um racismo, “sem vergonha” mostrado até mesmo nos programas sociais de atendimento àqueles que, pela própria história, deveriam ser considerados como cidadãos da “nação” portuguesa, francesa, espanhola, belga, inglesa.

Não se pode, pois, argumentar, discutir, falar, (usem  o verbo que quiserem), com quem “não é”. Com aquele que “não é capaz”, exatamente, por “não ser”, por não ser capaz de “estar” e assim poder entrar no mundo daqueles que “pelo conhecimento” “pelo estudo sistemático”, “pela observação” e aplicação do que “apreende e aprende” e continua aprendendo, porque é “um ser que nada sabe” e, por isso mesmo, procuram encontrar o saber a cada instante, sabendo, perfeitamente, que jamais o alcançara na sua totalidade, até porque é "um ser” que sabe, perfeitamente, das suas limitações e tem discernimento suficiente para “saber” que nada sabe diante da vastidão dos “saberes”.

Este ser que tenta desesperadamente “estar e ser” consegue perceber o que um anônimo que é um “não ser”, jamais perceberá por não ser capaz, e, por isso mesmo, transfere esta incapacidade para o outro que “é”, e que, contrariando as verdades ocidentais, a eugenia, não se tornou incapaz, como tentaram fazê-lo de todas as maneiras, até mesmo o fizeram tutelado, e que por isso mesmo não é reflexo dos “narcisos”. Sobreviveram como eram, resistiram e aí estão; impondo a sua presença incômoda para tantos que “se pensam capazes” e impregnados de pré-conceitos de terem sido derrotados por “selvagens”, “bárbaros” “indígenas” ou qualquer outra designação inferiorizante, embora, “GENTE” como todos os que são capazes de não se esconderem no “anonimato”. Talvez, daqui a uns 70 anos, o anônimo possa “vir a ser”, ou seja; mesmo com toda a covardia em vida, venha a ser idenficado, apenas e tão somente, porque a esta altura as leis vão fazê-lo por si, vão obrigá-lo a entrar, definitivamente, no “mundo do ser”, do “identificado”, “dos corajosos”, “dos que não tem medo”, por uma questão de direito a que se denomina “domínio público” onde o anônimo, mesmo apos a morte (biológica,) entra no “mundo dos vivos”, dos identificados, dos portadores de identidade seja de” cidadão”; seja de “assimilado”, seja de “indígena”: aí saberemos que podem ser “migueis”, “albertos”, “armandos”, “joaquins”, “manuelas”, “marias”, "joãos, enfim; mas que, certamente, envergonhará os seus descendentes, sendo, por isso, melhor que, agora, tenha um lapso de coragem e saia “do anonimato”, da sua insignificância, do “seu não ser”, ou então, permaneça nele, mas sem fazer criticas do que não conhece, do que não sabe, do que não apreendeu e não aprendeu, exatamente por ser um “nihil” .

A quem interessar não possa, peço desculpas. Ah! Tenho de ressalvar que na história existiram anônimos que, apesar do anonimato, contribuíram para que a sociedade, como um todo, seja esta em que nos encontramos hoje, “democrática, liberal, contemporizadora,” que se encaminha para uma possível igualdade dos seus membros, apesar de alguns ainda acharem que são superiores em razão da “cor”, “do poder aquisitivo”, “da eugenia”. Agradeço a coragem, até porque, agora, já não são mais anônimos.





E que Nossa Senhora da Saúde nos proteja, a todos, inclusive os anônimos!