Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de outubro de 2024

O caramelo mais doce


Hoje, na aula de yoga, ganhei um cartãozinho com uma mensagem referente ao outubro Rosa, nem bem li a mensagem e falei alto “embaré”: sim, colado no cartãozinho estava uma bala da embaré. Voltei ao então inverso da idade de hoje, 17 anos. Era linda, mas linda mesmo e chamava atenção, época em que, se hoje fosse, muitos teriam sido acusados de assédio, não por mim, não faria isto, porquanto nunca me incomodei, hoje aliás me incomoda a falta de ser admirada, desejada, cortejada com os galanteios, com as frases indecentes ou não, em ver o desejo de homens (na época os homens gostavam de ser heteros e demonstrar toda a sua masculinidade) pela minha figura

fêmea que era, desabrochando para uma vida desconhecida, mas desejada, embora contida pela falsa moral e ainda, como resquícios de uma formação religiosa (conventual) e o medo do castigo pelo pecado kkkkkkl gente eu tinha medo de sofrer um castigo divino por atender a necessidade do corpo, que coisa mais filha da puta! eu me achava.

Eu tinha namorados na época, entretanto, nada passava de uns amassos e, quando muito, sentir uma coisa dura querendo se enfiar pelas minhas coxas, percebam bem: minhas coxas, todavia o corpo queria mais e os homens também, juntando a fome a vontade de comer e é aí que a “ embaré” entrou, e este é o motivo pelo qual a balinha colada no cartãozinho me reportou aos 17 anos e alguns meses quando fui com amigas , uma delas tinha carro, para o Micareta de Alagoinhas kkkkklll, pensem aí: micareta de Alagoinhas. No caminho um carro com 3 rapazes emparelhou com o nosso e tudo começou, eles nos seguiram o tempo todo, se nós acelerávamos eles também o faziam, se íamos mais devagar, eles também e lá se foi assim por mais da metade do caminho.

Bem próximo de entramos na cidade paramos para beber água, (mentira safada) um pretexto para nos aproximarmos dos rapazes, pois sabíamos que eles parariam também, e foi o que aconteceu: três homens Luís, Alex e o representante da embaré, este visivelmente mais velho que os dois outros que era irmãos, três homens bonitos e de estilos bem diferentes. Eu, acreditem se quiserem, numa mistura de medo e timidez tive de me apresentar aos rapazes, aliás eles se apresentaram, tomaram a iniciativa: falei o meu nome e continuei a tomar o copo de cerveja sem me fixar na conversa, mas sabendo e sentindo que dois negros olhos estavam fixados em mim, justo o do homem mais velho, o que para mim era bem pior, porque eu tinha mesmo receio de homens mais velhos, eu era muito cortejada por eles, no trabalho(eu já trabalhava na época)no colégio central à noite, onde eu estava terminando o clássico, pelos clientes da empresa, enfim, eu era objeto do desejo de homens muito mais velhos que eu, além do fato de que fui induzida a acreditar que eles queriam se aproveitar de mim, o que tinha mesmo um fundo de verdade. Bom o fato é que eles iam para o Micareta também e queriam saber onde ficaríamos, etc.

Íamos para a casa da minha querida tia Margarida, a mulher mais além do seu tempo que conheci, já uma senhora, mas com uma cabeça invejável, com um sentido de vida excepcional e melhor ainda, demonstrando na prática o que era uma mulher sozinha e livre sem se preocupar muito com o que os outros pensavam dela. Sozinha, vivia numa imensa casa numa praça, salvo engano, Rui Barbosa, era enfermeira, se sustentava sem Precisar de ninguém, o que realmente me fascinava, todavia, não é dela que quero falar agora, ele merece um livro e não só uma referência. Eu falei que íamos ficar na Rui Barbosa e pronto, despedimo-nos e não sei bem o que eles acertaram (os três homens e as outras três mulheres, mais velhas e mais assanhadas que eu kkkkkkkkkko.

Fomos para casa, deixamos as coisas e já partimos, com a benção da tia Margarida, para a “gandaia” e lá encontramos os três rapazes. Eu estava na minha, o mais velho o que não parava de me olhar e que eu designei, na minha cabeça, para a minha amiga, uma carioca e dona do carro, pois era o melhor para ela, que também era a mais velha de nós, e os outros dois para os quais não fiz mentalmente nenhuma indicação; eles escolheriam claro e, não sendo a mim, pouco me importava. O problema era efetivamente a beleza. Sim eu sei que eu era a mais bonita das quatro e beleza é “ fundamental”: quem se aproxima de vi, estou falando de homem, o faz primeiramente porque algo lhe chama atenção, no caso era a beleza mesmo e eu sabia do meu potencial, mas verdade é que não estava dando muita bola não. Nada do que idealizei aconteceu, porque o moreno de olhos e cabelos negros, o mais velho deles, o representante da embaré, assim que chegamos ao local onde marcaram o encontro já veio para perto de mim, entre cervejas e cigarros e muita risada ele ia se aproximando mais, uma encostada de braço aqui, uma olhada mais profunda ali, um roçar de peles ao servir acerveja, ao ficar  coladinho ao meu lado e a coisa começou a tomar um caminho que eu já sabia, não ia parar rápido, naquele momento era só evoluir e foi o que aconteceu, pulamos atrás de blocos, cervejas muitas, mão no ombro, cuidados para que eu não tomasse tombo, enfim. Naquele dia nada rolou mesmo a não ser estas pequenas coisas, o

Meu medo não deixaria, mas não era idiota só o fato de estar recebendo mais atenção que as demais, aliás, todos perceberam, inclusive a indicada para o próprio, que não ficou nada satisfeita, pois ela tinha planos para aquele, para mim senhor, e estava vendo eles afundarem.

Fomos para casa dormir o resto da madrugada para nos recuperarmos para o dia. Dia claro, lá pelas dez da manhã fomos ao local onde nos encontraríamos e, quando chegamos eu já vi uma das minhas amigas se dirigir ao um dos caras cheia de intimidade, beijo de boca e tudo mais, apenas sorri e vi que o outro rapaz não ia querer ficar com nenhuma das outras duas, uma porque era muito mais velha que ele e a outra porque não era o tipo que encantaria  nenhum homem logo de cara, o fato é que ficamos todos juntos durante dois dias. Fiquei bem próxima do representante da embaré, que não me largava de maneira alguma, como nada passou de uns beijinhos bem rápidos, uma mão no ombro, ou mãos entrelaçadas, achava que tudo acabaria ali, mas o universo não tinha resolvido assim nesta simplicidade.

A minha amiga que ficou com outro rapaz resolveu tudo: os três eram amigos, amigos mesmo, moravam no Largo da Soledade, dois deles, que eram irmãos, trabalhavam na marmoraria do pai. Dias depois, já em Salvador, salvo engano na sexta feira, minha amiga me chama para sair, aceito porque andava por demais com ela, fazíamos muitas farras juntas e aceitei o convite como uma coisa normal. No dia marcado estava eu lá no local designado para nos encontrarmos, quando vejo um carro parando e quem estava no volante do carro, nada mais nada menos que o “representante da embaré”, mais um dos outros rapazes e mais a minha amiga.

 Não nego que gostei, porque se dependesse de mim aquilo não ia render, não peguei nenhum contato, não sabia de nada sobre o homem etc., mas a minha amiga não perdeu tempo, aliás para ela era tudo mais fácil, ela trabalhava no Itaú, tinha telefone a sua disposição, era mais velha que eu, tinha a autonomia e esteve em contato com o Luís, este era o nome do rapaz.  

Eu tinha meus 17 anos e meio e, apesar de trabalhar numa empresa de Agua Mineral, ainda não tinha tanta autonomia assim, só fazia o que minha mãe permitia, e como ela gostava da família da minha amiga, ela me deixava sair com ela e muitas vezes passar o final de semana na casa dela.

Da surpresa para a alegria do reencontro. Naquele dia soube mais coisas a respeito do “representante da embaré”, o seu nome, a sua idade e um fato curioso, ele tinha um filho de 11 anos, ou seja um filho que poderia ser meu irmão, kkkkkkk.  

Nos primeiros meses o namoro era normal, beijos, abraços fortes, mãos procurando partes, blusas desabotoadas, carinhos mais íntimos, mas passados uns quatro ou cinco meses, e eu já com 18 anos, as coisas começaram a esquentar mais um pouco, o carro era um bom aliado, pois estávamos afastados dos olhos dos outros e  os carinhos ficaram mais ousados, já nos permitíamos muitas coisas,, aquilo na mais, nudez, peito de fora enfim, tínhamos a segurança de estarmos sozinhos sem ser vistos, acho eu, o homem a cada dia ganhava mais a minha confiança, e parecia estar com mais tesão e querendo mai. Falava dele, do trabalho, da vontade de me levar para conhecer a família, o filho, que vivia com ele e com os seus pais.

Ganhando sempre a minha confiança, o homem ia me buscar no colégio, me levava em casa, parávamos um pouquinho antes de chegar em casa e era, na verdade, uma tortura, para ele principalmente, todo pronto para o sexo e eu ainda controlando as coisas, era bom sentir todas as sensações, mas o medo, na hora “H” me fazia parar.

As coisas iam evoluindo, apesar da diferença de idade e dos ciúmes exagerados. O negócio era tamanho que ele queria que eu deixasse de andar com a minha amiga, ele dizia que ela não era companha para mim. Eu bem sabia o motivo, a mulher era livre, tinha os casos com quem ela queria, já fazia sexo há muito, portanto, para ele, ela podia me influenciar e eu podia deixa-lo por outra pessoa mais nova.  Não sei bem o que se passava naquela cabeça. O fato é que ele pensava diferente de meus antigos namorados, rapazes novos da minha idade, sem grande responsabilidade. Nunca dei ouvidos a isto e continuava a andar com a minha amiga e ainda saiamos juntos, o que ele concordava, mas muito contrariado, algumas vezes com razão, pois a mulher era virada na porra, e não oram poucas as vezes que nos surpreendíamos com um novo parceiro num intervalo de apenas uma semana, kkkkkkkkk

E a vida de namorados foi continuando até que o bombom da embaré adocicou a minha vida, me mostrando o doce sabor dos seus fluidos. Como eram bons e como foi tão normal degusta-los, sem nenhum trauma. Chupei muitas balas da embaré, que durante muito tempo embalaram os meus sonhos e desejos de quem começa a se conhecer como mulher e a querer desfrutar de tudo que está condição nos proporciona.

Toda esta estória retornou  por causa de uma “bala da embaré” num cartão para nos lembrar do “outubro rosa”. Agradeço a quem teve este brilhante ideia, de colar uma bala da embaré no cartão e me fazer reviver uma bela estória que estava nos alfarrábios da mente, muito bem guardada, mas não esquecida, como podem ver.

Aproveito a oportunidade para agradecer ao “representante da embaré”.   Vocês podem me pergunta por que acabou tudo isto. Respondo:  A diferença de idade era imensa, enquanto eu queria viver, ele já tinha outros planos, viver sim, mas à maneira dele: Uma casa, uma família, uma esposa que já começava a vida com um filho de 11 anos. Não, era muito para mimmm

quarta-feira, 15 de março de 2017

Comecem logo

Tenho observado mais quem está ao meu lado, acho que os trinta e tantos anos não foram suficientes para conhece-lo bem.  Fui, voltei; fui outra vez, retornei, e estamos juntos novamente, e eu me surpreendo com as descobertas, algumas não muito boas, outras boas, e algumas excelentes.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma presente de São João

São João  preparou uma surpresa, desta feita, agradável.

Recebe um telefonema de alguém muito especial dizendo que chegaria a Lisboa no dia 24, onde passaria um dia e meio.

Primeiro uma reação ruim, porque era estranha aquela sensação de alguém, que  fora tão intimo,  ligar para dizer que passaria um dia e  meio  na cidade, onde, outrora, passaram dias, viajaram muito, curtiram muito, foram imensamente felizes, e agora,  isto:  vou passar um dia e meio aí, e estou com um amigo.

Passou os dias pensando nisto, achando inclusive uma coisa  mesmo muito estranha por tantos outros aspectos ainda.  Estava fora do Brasil e, por ironia, o destino lhe prepara esta. Vai ser visitada por  uma pessoa que, tempos atrás, era o seu parceiro de visitas a outrem. Se isto acontecesse há algum tempo atrás, certamente, o outro, com quem ele viajava, seria ela.

Bom, mais o fato é que o dia chegou.  Ele chegou tarde, e a metade do dia, que ele passaria em Lisboa, foi-se, sem que ela o tivesse visto, recebera, apenas um lacônico telefonema: Chegamos agora, estamos no Hotel Mundial e vamos procurar algum lugar para jantar.

Nem se arriscou a oferecer-se para ir ter com eles, pois, se quisessem  a companhia dela  o telefonema seria diferente. Pensou consigo: eles querem  aproveitar Lisboa, á noite, sozinhos, portanto...

E mais uma vez a sensação esquisita,- Uma dorzinha no peito,  pois, as vezes ainda  achava que tinha ligações fortes com aquele homem e o “nao estar” numa situação destas ainda lhe machucava.

O dia seguinte chega, ela que  esperava o telefonema, que não vinha,  já estava ansiosa, a amiga, mais ainda, porque tinha preparado uma pequena recepção para eles, não sem razão, porque: primeiro, pelo tempo que moram juntas a amiga já conhecia todos da sua familia, logicamente, com exceção do seu filho que aqui ja viera, por ouvir falar, e agora conheceria ele, que chegava para uma visita relâmpago,  também era um velho conhecido dela, porque já fizera, inclusive, parte da familia; segundo porque gostava mesmo de mostrar onde ela ficava aqui em Lisboa.

Cansada de esperar, pediu o número do hotel e ligou, falou com ele, que atendeu e disse que estavam saindo para ir a alguns lugares  que o amigo queria rever e conhecer.  Frustação! Espanto! E se deu conta, mais uma vez, não se vinha a Lisboa por causa dela ou por ela, e sim por Lisboa, apenas, porque se por ela fosse, evidentemente, que àquela altura estariam juntos.

- Tá bem, mas eu pensava que vocês queriam a minha companhia neste tour.

- Bom, nós achávamos que íamos lhe incomodar, mas se você pode,  ficamos aqui e aguardamos.
Embora cheia de receios, porque agora ela era que achava que estava incomodando, pois parecia a si que eles queriam estar sós naquela  esticada em Lisboa, foi para o Hotel.

O coração aos pulos, realmente, aquele homem conseguia mexer consigo de uma maneira para lá  de intensa.

Quando estava pedindo que o chamassem pelo telefone na recepção do hotel,  ele aparece e não só ele; havia  mais três amigos.

Tomou susto, não sabia que havia mais dois, achava que era só ele e o cardio particular, e começou a preocupar-se, agora, com a amiga que se preparou apenas para receber dois.

Procurou um momento em que eles não notassem ligou para ela e, pedindo desculpas, disse que a quantidade de gente era maior e falou o número de pessoas. A amiga, como sempre, não se importou, - E que venham eles -.  Depois do telefonema ficou a vontade, sabia que a amiga providenciaria tudo, e foi fazer o passeio por Lisboa, aquele de turistas mesmo.

Primeira parada: Elevador de Santa Justa;: ficam ali conversando na “bicha” esperando o elevador, e neste momentos é que se percebe o quanto  o sistema é inviavel. Uma fila imensa de pessoas para  subir, e o ticket é pago dentro do elevador, onde só existe uma funcionária para cobrar, fazer o elevador funcionar; enfim, não se explica. No entanto, tudo isto fica para trás quando se chega no alto, embora também tenham feito  outra coisa errada, é que no alto do elevador, onde se vê o  Tejo e metade de Lisboa (centro)  e mais o outro lado; tinha um bar, que foi retirado. Havia música e brasileira, era muito bom tomar algumas cervejas, ainda que para lá de cara, com aquele visual. A vista é magnifica, você se encanta mesmo.

Daí saíram pelas ruínas do Carmo de onde alcançaram o Chiado. Passaram por Pessoa, que continua sentado ali esperando que os seus admiradores lhe rendam homenagens, o que, sem dúvida alguma, foi feito.

Dali desceram  junto à praça Camões, uma das ruas  que dá no Cais Sodré. Ali embaixo foram ao Mercado da Ribeira, de onde saíram e tomaram uma Ginja, atendidos por um brasileiro. Na garrafeira, alguns bons vinhos.

Tomaram o elétrico e foram para a Torre de Belém: Imponente, linda, cheia de história daqui e de lá, das colônias, continuando com a sua  missão de mostrar o caminho correto a quem entra em Lisboa pelo Tejo.

Depois, uma caminhada até o Monumento dos Navegadores,  ainda em Belém, mas já na praça onde fica  o mosteiro dos Jerônimos; aqui, uma parada estratégica para um xixi,  chops, conversa fiada;  mais brasileiros servindo, e ela se sente feliz, lembrando que aquele momento,  há algum tempo, era a sua própria vida, que parecia voltar  com pessoas novas, mas o velho “casal” parecia ter renascido, estavam juntos, felizes, e com os amigos dele, o que ele tanto gostava.

Ele voltou ao hotel para pegar as encomendas que trouxera para ela, os outros entraram nos Jerônimos; Que coisa fantástica, ali se tem a sensação que se é muito pequeno. Aquilo é de uma grandiosidade tão intensa que a pessoa se sente mínima.  Fica-se o tempo inteiro a perguntar como o homem conseguiu fazer tudo aquilo, num tempo em que não havia qualquer tecnologia, isto é, igual a de hoje. Arcos perfeitos,  sustentação perfeita, claustros enormes, azulejos trabalhados no refeitório,  madeira trabalhada na sala do côro, granito e mármore esculpidos com detalhes que fazem com que se pense que se esta em um sonho, que aquilo não é real. Os questionamentos são inevitáveis: Como eles conseguiram isto? Quantas pessoas devem ter morrido nesta obra? Quanto tempo se levou para concluir esa  obra?, Enfim.

Mas a amiga ta esperando e eles precisam ir até a casa, já são duas horas da tarde e eles saem do Jerônimos e seguem para  a casa dela, em Carnaxide.

Alegria total, a amiga esta feliz, tal qual ela. Em principio quatro homens, de uma vez só, naquela casa, já era motivo de uma grande festa, porque ali não entra homem normalmente, a não ser o “encanador”, o Sr. Armando, que agora ja lá não tem o que fazer, porque a máquina de lavar louça já não faz mais parte do mobiliário, o homem do gás, da energia, da água, enfim. Depois era o  “homem” que estava ali em carne e osso, e a prova viva de que já tivera um companheiro, que não fora um  “marido virtual” como alguns pensavam.

Divertiram-se a valer, lembranças de outros amigos, casos; tudo enfim lembrava o seu antigamente com aquele homem. As pessoas notavam a sua felicidade e até faziam comentários sobre “os dois”, não muito bem aceitos por ele.

O queijo da serra da estrela fez sucesso absoluto. O Cartuxa mais ainda, aliás, recomenda-se; torradas, presunto, tudo artigo de primeira e de Portugal. Comeram, beberam, conversaram, mas tinham de ir. Ainda iriam até a Expo.

Foi o que fizeram, pegaram o taxi e foram para a expo, uma parte moderna e linda de Lisboa, onde se pode ver a grandeza da Ponte Vasco da Gama, o aquário, a estrutura arquitetônica da estação de comboio, autocarro, metro, uma grandiosidade da engenharia portuguesa. 

Ali sentaram no Senhor peixe, comeram  ameijoas, camarão, tomaram imperiais e mais conversa fiada. Não havia compromissos, a não ser o de voltar ao hotel, o que fizeram um pouco mais tarde, porque eles queriam  ir ao fado. Ela deixou-os e foi  para casa mudar de roupa, entretanto, no caminho, parou, parou para  beber mais uma taça, quase tomou uma garrafa de vinho sozinha. Para variar, chorou, pelas lembranças, pelo dia, pela saudade, aquilo era êfemero e fulgaz, e estava saindo, mais uma vez, sem que ela quisesse, das suas mãos.

Um telefonema lhe tira  deste momento de tristeza, era ele, que dizia que os planos tinham  mudado, que ela viesse para o hotel de onde sairiam para jantar, eles estavam cansados e queriam dormir.

Chegou ao hotel e foi até o oitavo andar,e mais uma boa e agradável surpresa.  Ali tem um restaurante de onde se pode ver toda a praça do Martim Moniz, e muitos outros lugares de Lisboa, ficou encantada.

Saíram do hotel e foram até as Portas de Santo Antão, mais piadas, mais risos, mais alegria.Comeram bacalhau atendidos por um brasileiro, tomaram vinho branco, sorriram. mas a hora era chegada, e ela tinha de se despedir, não havia outro maneira:  triste, mas  conformada, ela o fez, e, mais uma vez, sozinha, retorna  para casa.

No caminho se questiona: Será que isto foi um sonho?

Na manhã do dia seguinte o mesmo questionamento: Isto foi um sonho?

Se não tiver sido, agradece aos personagens dele: Carlos,Carlinhos, Juarez, Miraldo e Vera:

 MUITO OBRIGADA!