O galinheiro estava em alvoroço,
o galo do pedaço estava apático, já não procurava mais as galinhas, que se
insinuavam, enquanto ele fugia com evasivas idiotas. A uma ele dizia que tinha que fazer ronda,
defender o galinheiro de intrusos, a outra dizia que tinha que olhar os pintinhos
recém chegados, a uma outra que ele tinha de fazer entrevistas com os frangos
para saber quem poderia, no caso dele faltar, assumir o seu lugar, enfim,
desculpas esfarrapadas, que as frenéticas galinhas não aceitavam e cacarejavam
durante todo o dia, todas desesperadas e desconfiadas das saídas estratégicas
do galo, que desaparecia no decorrer do dia sem que ninguém o localizasse nas
proximidades.