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domingo, 6 de junho de 2021

O grande Imbróglio

Não sei como começo este texto! Melhor dizendo: não sei qual a palavra que melhor caracterize a minha indignação. A indignação que quero demonstrar quando, surpresa, ouvi o antipapa dizer: “O brasil não tem salvação, muita cachaça e pouca oração”.

Filho da puta! Sim, se eu estivesse próximo ao “Bergoglio” que passo a chamar de “imbróglio”, era o que eu diria para ele, porque é o que ele merecia ouvir, aliás, continua merecendo.

Que é este ordinário para dizer uma barbaridade desta? O Papa? Que papa?  O homem que foi e está sendo usado para dar o maior golpe que a história vai presenciar, ou melhor, está presenciando contra a Igreja? O homem que está sendo utilizado pelos globalistas para a dominação de muitos por poucos. Um homem que está a serviço dos poderosos. Um argentino sem eira nem beira que caiu no Vaticano, por obra de muitos que estão por detrás dele, para servir aos propósitos espúrios dos mesmos, aqueles que querem instalar a UNOCRACIA, UMA NOVA ORDEM MUNDIAL, UMA MOEDA ÚNICA.

Sabe o “imbróglio” o que é mesmo a “nação brasileira”? Ou ele só sabe o que a mídia, e os interessados em não deixar o Brasil seguir o seu curso e se transformar em uma grande potência mundial, querem que as pessoas saibam.

Eu que já vivo muito afastada da Igreja, até porque eu acho que Deus não necessita de intermediários para chegar a cada um de nós. Ele está aí, nos ouve, podem acreditar.  Não necessitamos de “bandidos” que se fazem de bonzinhos para intercederem por nós.  Não precisamos da sua oração senhor “imbróglio””, fique com ela para si porque vais precisar muito, quando a justiça divina realmente chegar e cobrar de todos vocês as atitudes que veem tomando, as causas que veem defendendo, os fins efetivos que querem com as suas “falsas preocupações com os pobres e com o planeta”: vai ser muito interessante, vou gostar de ver cada provação que vocês vão passar.

Igreja global!  Não nos deixemos enganar.  A Igreja global, a religião global, nada mais é que uma maneira de dominação mundial. Todos sabem a força da religião, e todos sabem como muitos se deixam levar como “cordeiros” por ela. E para a implantação de um sistema global onde todos devem se curvar ao poderio de poucos, temos que ser todos domados, todos devemos virar cordeiros e, cegamente, seguir ordens que nos são dadas, como se não tivéssemos qualquer alternativa.

Infelizmente os nossos dirigentes não se deram conta da “merda” que você disse a ofensa que dirigiu a todos os brasileiros indistintamente.  Esta sua ofensa deveria ser objeto de uma ação do governo pedindo que você se retratasse publicamente, pedisse perdão a cada um de nós, pessoas honestas que trabalhamos, estudamos, produzimos.

Se o senhor não sabe: somos o maior produtor de soja na atualidade,  exportamos carne, frango, carne de porco, dentre tantas outras comodities, e quem exporta “comodities” só o faz porque muitos trabalharam para conseguir alcançar estes números. Temos cientistas, temos médicos, grandes escritores, grandes nomes na literatura, temos indústrias, temos faculdades mundialmente reconhecidas. Temos  democracia, embora alguns insistam  em derrubá-la, portanto   procure o seu lugar  “imbróglio”, vá procurar  a sua turma, vá cuidar do seu rebanho que você quer controlar, e, certamente não ser com frases como esta a respeito de um povo, que você vai conseguir qualquer união. Aprenda a respeitar o ser humano, que você desdenhou. Va para a sua Argentina matar a fome do seu povo, que, por culpa dos seus políticos (socialista cretinos) estão passando vexames, perdendo a identidade .Certamente já não se dança tango, a dança  na Argentina agora é outra, e nem assim, penso que eles não vão concordar com você neste negócio de uma única religião.  

Tomamos cachaça? Sim tomamos, qual o problema? A Igreja toma vinho a quanto tempo? E vinho do suor dos miseráveis que plantam, tratam, colhem as uvas. Imagino como será a adega dessa sua casa, a casa na qual deveria reinar a humildade, a defesa dos direitos dos menos favorecidos, no entanto é uma casa de ostentação, que ainda usa uma guarda suíça fantasiada, aliás a fantasia demonstra bem o quanto a Igreja está distanciada do mundo. Ninguém mais deveria usar aquelas vestes, estão desatualizadas, demonstram apenas a imbecilidade de tantos idiotas que acreditam em uma simbologia, demonstradora de riqueza, de poderio, de distanciamento do “real social”.

Não temos culpa se o senhor recebeu o nosso maior cachaceiro e ladrão” no Vaticano, nem todos aqui somos assim. Não somos ladrões, o povo brasileiro a quem o senhor ofendeu, ã sua generalidade não é assim. Assim são os políticos que o você o pseudocristão, recebe dentro da sua casa, aliás, a casa onde somente deveria entrar pessoas de bem, porque, em tese, seria a casa do senhor, a casa que vocês desvirtuaram para  transformá-la em um centro de poder e de dominação.

A casa da tramoia, a casa que serve a interesses de poderosos e desejoso de dominação. Globalização!   <Lutou-se tanto para que cada país tivesse a sua independência, a sua soberania, e agora, como os poderosos estão se vendo ameaçados por emergentes potencias mundiais, se tenta centralizar poderes na mão de poucos, para propósitos escusos.

Não vão conseguir “imbróglio”, eles mesmo vão acabar com você, quando perceberem que você não vai conseguir essa união das igrejas. Não adianta viajar para os países árabes, ou qualquer outros que não professem a religião católica. Vocês não vão conseguir.

Você seu “imbróglio” é o tal do anticristo aquele que “como falso messias, o pseudocristo, é antes de mais nada o grande enganador, o arqui-hipócrita “[1] Adiante, o mesmo autor diz:

A história da lenda do Anticristo revela, acima de tudo, como os cristãos têm considerado a perversão da religião verdadeira, as farsas que podem ser empregadas para ocultar  a intenção maligna sob o disfarce  da probidade  religiosa[...] Agostinho de Hipona, pregando  sobre a primeira epístola de João, identificou o Anticristo com os hereges e cismáticos que se afastaram da verdadeira Igreja, mas foi além  e falou  dos Anticristos que permanecem na Igreja – os que  confessam Cristo pela boca, mas o negam  por seus atos”.[2]

Pois é “imbróglio” essa pessoa que o autor conseguiu descrever brilhantemente é você. Você que negando os ensinamentos de Cristo, quer transformar, ou ajuda poderosos a transformar, seres humanos em robôs automatizados que nem mesmo terão a sua própria crença, a sua própria religião, seres teleguiados sem qualquer liberdade. Não vais conseguir “imbróglio”, não vais, nem você e nem os Rockfellers, nem o comunismo chinês, nem os pseudos democratas americanos, e nem qualquer outra nação que se permita  a isto. Não toleraremos isto., muito menos nós brasileiros “cachaceiros” como você diz, pois acima de tudo somos mesmo crentes em Deus, não esse seu Deus que você serve, um deus que vocês estão imaginando, ou melhor, querem nos incutir, mas o Deus que nos protege, que fala conosco, que nos abre os olhos contra pessoas do seu tipo.

Vá para o inferno seu “imbróglio”, mas vá sem retornar, mas acho mesmo difícil que você entre lá, porque nem mesmo LUCIFER vai querer o anticristo junto a si.



[1] Bernard MCGinn, apud PENN Lee, Falsa Aurora A Iniciativa das Religiosa Unidas, O Globalismo e a Busca por uma Religião Mundial. (tradução de Márcio Stockler e Elton Mesquita), Campinas SP, Vide Editorial, 2020, p655.

[2] Idem, p 655


segunda-feira, 14 de março de 2016

O que espero do dia 13-03-2016

Estava assistindo  aos comentários sobre a repercussão das manifestações de ontem, dia 13 de março e, decididamente, fiquei com uma vergonha enorme.
O governo e o partido dos trabalhadores subestimando  esta concentração, esta força, esta energia dos cidadãos brasileiros, que  só estão querendo o respeito  às suas instituições,  à moralidade, uma volta da ética e, junto com tudo isto, uma politica econômica clara, que tire o país da crise em que o  governo nos colocou, por inabilidade, por falta de competência, por apenas estar preocupado em se manter, a qualquer custo, no poder.
Tive vergonha de ouvir todos os comentários.  Os petistas de carteirinha, tentando o impossível, vincular esta enorme cobrança popular, a um golpe articulado pela oposição, que por um acaso qualquer, embora isto não tenha sido uma tônica nas manifestações, foi vaiada, vide Aécio Neves e o Alkimim em São Paulo.
Golpe! Golpe é o que o PT está querendo nos dá. Então um homem que desrespeita o cidadão brasileiro, a justiça, procura deboche, gozação, ironia, subterfúgios, mentiras, sendo processado pela Justiça por força das tramoias que aprontou, que praticou enquanto no governo, vai, de novo, participar dele? Que Vergonha!  Estou completamente atônita e não consigo acreditar no que vejo e ouço.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Motivo de"relevância nacional"

A Vara era a de um Santo Antonio, o de Jesus: percebam logo de qual é a Vara da qual estou falando para que o Santo não fique ofendido.
Fazia, normalmente, as audiências pela manhã, porque sempre achei que o dia se alonga mais e fica mais produtivo, principalmente em trabalhos “penosos” em que se sabe o horário de inicio, mas nunca se sabe o do término.
Fazia, em média, 15 audiências dia. Sem dúvida que existiam muitos acordos, mas sempre havia uma instrução mais problemática, principalmente quando os patronos das causas não eram da região e tinham códigos de processo diferentes dos “nossos”. Os que advogam em outras praças, principalmente São Paulo e o resto do Sul do Brasil, tinham um código de processo civil especial, desconhecido na Bahia. Tive algumas discussões exatamente por isso, porque sempre fiz audiências unas; para quem não sabe, audiências em que todos os atos eram realizados em uma única sessão, desde a apresentação de defesa passando pela impugnação de documentos, interrogatório das partes, ouvida de testemunhas até as alegações finais em uma única sessão. Só nunca consegui julgar os processos em mesa de audiência, talvez por incapacidade mesmo, mas, muito também, para respeitar quem estava à espera da sua hora, pois acho uma grande sacanagem para com as partes e patronos a longa, e inevitável, espera do seu horário, que nunca é cumprido por completa impossibilidade, e alguém ainda se dar ao luxo de dar sentença em mesa. Os de fora, não acostumados com o procedimento adotado por mim e muitos outros juízes, aliás, recomendado sempre, e ganhando pelo ato processual, queriam sempre o adiamento. Bom mas isto não vem ao caso agora.
O que quero falar é de uma especifica audiência.
Não me lembro exatamente o nome das partes, quero dizer, do reclamante. Sei que era um pedreiro e que tinha trabalhado na restauração do antigo cinema de Nazaré das Farinhas.
O pregão é feito, as partes, segundo a pauta, eram dois homens, o reclamante, que como já disse era pedreiro, e uma pessoa chamada Marcos alguma coisa, não me lembro também.
Feito o pregão adentram a sala: Um homem, que era o reclamante, acompanhado do seu patrono e duas senhoras que também estavam acompanhadas de advogado. As partes, e respectivos patronos, tomam os seus lugares à mesa. Se ainda me lembro, reclamado à direita do Juiz; reclamante à esquerda, o que já recomenda mal, principalmente quando a esquerda era tão festiva.
O advogado do reclamado, assim que se acomoda, diz que vai fazer um acordo.
Eu pergunto:
- Dr. Onde está o Sr. Marcos? Ele me diz que as duas senhoras vêm representá-lo e que já estavam autorizadas a fazer o acordo.
Sendo a ação contra, quero dizer, hoje em dia, “face a” a uma pessoa física, como se este “face a” pudesse humanizar mais o processo e retirasse o fato de que a parte é sempre contrária, não seria possível esta representação.
As duas senhoras, coitadas, não entendiam nada do que estava se passando ali, e diziam:
- O Marcos mandou o dinheiro para fazer o acordo, ele não quer confusão, quer resolver isto rápido, porque ele mora fora e não pode ficar vindo a Nazaré para comparecer à audiência.
Até então, o reclamante e o seu patrono estavam calados. Claro e evidente que convenientemente, eles bem sabiam que um acordo seria ótimo, depois lhes digo o motivo.
O advogado do reclamado insistia:
- Dra. nós queremos fazer o acordo, até o dinheiro está aqui, na mão das senhoras, dinheiro vivo, que será pago de uma só vez.
- Dr. Isto não interessa, o que interessa, e eu não posso fugir disto é que a parte precisa estar presente à audiência, e, no nosso caso presente, ela não está.
O advogado insiste e eu pergunto:
- Qual o motivo da ausência do Sr. Marcos. O advogado diz que ele esta viajando.
As senhoras tornam a dizer que o “Marcos” quer o acordo, mandou dinheiro, quer acabar com aquilo.
Eu sugiro então, que, se a parte reclamante concordasse, eu remarcaria a audiência, e eles no interregno entre esta e a outra, fariam o acordo e eu o homologava sem que fosse necessária uma nova audiência.
Pergunto ao patrono do reclamante:
-Dr. o senhor concorda? Ele fica hesitante e pede para conversar com o seu cliente.
Nisto, pergunto ao patrono do reclamado qual o motivo da viagem do Sr. Marcos, sabendo ele que iria ter uma audiência naquele dia; e então vem o inesperado:
- Dra. O Marcos é o jogador “VAMPETA” e hoje ele está no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde vai jogar pela Seleção Brasileira.
- Quem? Vampeta?
- Sim Dra., O Vampeta!
Viro-me, agora par ao reclamante e lhe pergunto.
- Em que obra o senhor trabalhou para o Sr. Marcos.
- Na do cinema.
Olho bem para o reclamante e pergunto:
- Na do cinema de Nazaré, cujo financiamento está sendo feito pelo Vampeta?
- Ele responde: Exatamente.
Não deixo que continue e, sem ouvir mais ninguém determino o adiamento da audiência por motivo de relevância nacional.
Ninguém diz nada. Sorriem, aceitam, vão embora.
Por que aceitaram? Primeiro porque sabiam que eu não mudaria a posição mesmo. Segundo porque: o patrono do reclamado sabia que eu poderia não reconhecer a revelia, mas, acataria a confissão quanto às matérias fáticas, embora isto dificilmente acontecesse, porque todas as vezes que aconteceu da parte reclamada não estar presente, nunca deixei de interrogar o reclamante; tive casos, inclusive, que a ação foi julgada Improcedente. O reclamante por sua vez sabia que faria um acordo que em tudo lhe era benéfico, pois, apesar da obra de restauração do cinema estar sendo financiada pelo “Vampeta”, numa iniciativa merecedora de aplausos, ele não era o empregador e a sua ação teria um de dois resultados: ou extinção sem julgamento de mérito, ou Improcedência.
Aqui há que se fazer um parêntesis: para agradecer mesmo ao jogador o que ele fez pela sua cidade, pois vim a saber que não foi só esta obra que ele financiou. Fez ele muito mais coisas pelo seu Município, pelo seu povo, inclusive, soube por terceiro, e não sei se é verdade mesmo, acredito que sim, mas não vou garantir, embora isto tenha sido divulgado pela imprensa, que o jogador fez uma doação de uma ambulância para a cidade. A doação foi em dinheiro e quem teria ficado com a obrigação de efetivar a compra foi a “Prefeitura”. A ambulância efetivamente foi comprada, houve festa, agradecimentos públicos, etc. Passados alguns meses, circula o boato que o jogador não pagou a ambulância e que esta tinha sido tomada. Na verdade o que aconteceu, também segundo informações, foi que pegaram o dinheiro do homem, fizeram não se sabe o que com ele e compraram o veículo financiado e não pagaram o financiamento. Resultado: para quem sabia que a doação fora feita pelo jogador, quem ficou mal no jogo foi ele.
Ah! Salvo engano, o jogador, nessa época, jogava no Paris Saint Germain e o cinema ficou lindo, eu estive lá pessoalmente para ver o resultado da restauração, recomendo a todos uma visita.
Assim, todos ficaram satisfeitos com o adiamento pelo “relevante motivo nacional”, afinal o reclamado estava representando a Pátria e não poderia ser punido por cumprir um dever cívico.
Em tempo: Fizeram acordo!